Governo pode contar com governadores no diálogo com EUA, diz Tarcísio

Reunião entre governadores em Brasília discutiu o tarifaço de Trump. Tarcísio defendeu ação coordenada entre União, estados e setores

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Pablo Jacob/Governo de SP/Divulgação
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1 de 1 Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas - Metrópoles - Foto: Pablo Jacob/Governo de SP/Divulgação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quinta-feira (7/8) que o governo federal pode contar com o apoio dos governos estaduais para fortalecer o diálogo com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após governadores de nove estados e do Distrito Federal se reunirem, em Brasília, na casa do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), para discutir os impactos da tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros.

“É essencial o engajamento firme do governo brasileiro no restabelecimento de uma boa relação com os Estados Unidos. Isso não pode ser feito apenas com discursos: é necessário planejamento e ações coordenadas, que envolvam os estados e os setores afetados. Se for preciso, o governo federal deve buscar apoio e poderá contar com o apoio dos governadores, do setor produtivo e também do Congresso Nacional”, afirmou.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, passou a vigorar nessa quarta-feira (6/8). A medida já provoca os primeiros efeitos sobre as exportações nacionais para o mercado norte-americano.

Diante do cenário, governadores buscam alternativas para minimizar as perdas econômicas em seus estados. No Rio Grande do Sul, por exemplo, Eduardo Leite (PSD) anunciou a liberação de uma linha especial de crédito para apoiar produtores rurais afetados pela taxação.

Governo Lula busca reverter tarifaço

O governo Lula tenta reverter a medida desde o mês passado, quando Trump anunciou o tarifaço. O presidente afirmou que o vice e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), também tentou contato telefônico com Trump, mas não obteve retorno.

Nesta quinta, Alckmin se reuniu em Brasília com o encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, e disse que a conversa foi “boa” e que a negociação não pode parar.

Trump chegou a indicar, na última semana, certa disposição para conversar, dizendo que Lula poderia ligar “quando quisesse negociar as tarifas”. O governo federal estrutura um plano de contingência com medidas emergenciais para proteger os setores mais atingidos, e que deve ser anunciado até terça-feira (12/8).

Confira alguns dos pontos previstos no plano de contingência:

  • Crédito com juros reduzidos via BNDES;
  • Compras governamentais direcionadas a setores prejudicados;
  • Reativação do Programa Seguro-Emprego;
  • Ampliação do Reintegra, que devolve parte dos tributos a exportadores;
  • Revisão de tarifas antidumping aplicadas a importados com preços muito baixos.

O vice-presidente confirmou, ainda, que o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a abertura de uma consulta formal na Organização Mundial do Comércio (OMC), e o Brasil já entrou com o questionamento contra os EUA.

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