Governo deve negociar com EUA aumento da lista de isenção do tarifaço
Governo quer diminuir impacto da sobretaxa de 37,5% sobre setores exportadores e preservar a competitividade de produtos brasileiros nos EUA

O governo brasileiro deve solicitar aos Estados Unidos a redução das tarifas impostas sobre produtos nacionais e a ampliação da lista de itens isentos ao tarifaço, segundo informou, nesta quinta-feira (30/7), o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.
De acordo com ele, o governo deve tentar diminuir o impacto das sobretaxas de 37,5% sobre setores exportadores e preservar a competitividade de produtos brasileiros no mercado norte-americano.
“O que nós vamos discutir a partir do mês de agosto, no momento em que for possível, é a ampliação da lista de exceções, a eventual redução de tarifas, a rediscussão do mérito, que é muito improvável. E o Brasil, volto a dizer, está aberto para a negociação. Nós vamos voltar a falar. No momento, as circunstâncias é que vão determinar”, destacou o ministro durante evento da ApexBrasil.

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Ver todasMárcio Elias Rosa afirmou que as conversas seriam retomadas quando todas as tarifas entrassem em vigor, tanto a taxa de 25% quanto a de 12,5%, o que ocorreu na sexta-feira (24/7). Ele destacou também que, em caso de os EUA não procurarem o Brasil, a iniciativa partirá de representantes brasileiros.
Até o momento, no entanto, não existe nenhuma reunião prevista para acontecer entre as autoridades dos dois países. O último encontro ocorreu com o chefe do escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, no dia 14 de julho, véspera do anúncio da alíquota de 25% sobre as exportações.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntenda o tarifaço dos EUA
- No dia 15 de julho, os EUA decidiram taxar as exportações brasileiras em 25% após uma investigação do USTR sobre práticas comerciais brasileiras;
- Após a conclusão da investigação, o governo brasileiro tentou negociar com representantes americanos, no entanto, o diálogo entre as equipes não resultou em reversão das taxas;
- O governo do Brasil se pronunciou sobre o assunto e condenou a imposição de tarifas, chamando a medida de desproporcional e inaceitável;
- Apesar de estar sendo estudado pelo governo, o uso da Lei de Reciprocidade não é bem visto por empresários, que falam em cautela;
- Uma semana depois, os EUA aplicaram mais uma taxa, de 12,5%, sob alegação de suposto trabalho forçado. O governo contesta a afirmação dos representantes americanos.



