Governador do Rio busca Fazenda para rever dívida com juros menores
Déficit estimado por Ricardo Couto é de R$ 26 bilhões. Governador sustenta que o governo federal tem apoiado a busca pelo equilíbrio fiscal

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, se reuniu nesta terça-feira (18/8), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em busca de uma reestruturação dos juros da dívida do estado com instituições financeiras.
“Nós temos, em termos de déficit bancário, com instituições financeiras, cerca de R$ 26 bilhões. Por esse motivo, nós estávamos reunidos porque desejamos fazer um reescalonamento desse débito com juros menores”, explicou Couto ao deixar o Ministério da Fazenda.
Couto é presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e assumiu o posto de governador após uma série de problemas com os integrantes da linha sucessória eleita em 2022. Ainda na Fazenda, o chefe do Executivo fluminense disse que o governo federal tem dado apoio na busca pelo equilíbrio fiscal.
“O objetivo maior dessa reunião hoje foi ver a reestruturação total da dívida do estado, não apenas dentro da ideia do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), mas também a reorganização de todo o déficit que nós temos junto às instituições financeiras. (…) Estamos com pleno apoio. O Ministério da Fazenda e Presidência da República têm dado o apoio”, disse.
O governador interino tenta construir uma solução financeira com a intenção de zerar o déficit das contas públicas do estado. No fim de março, Couto esteve com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Entre outros assuntos, eles falaram sobre ações a respeito das regras de distribuição dos royalties do petróleo.
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Ver todasLinha sucessória
A linha sucessória do Rio está comprometida desde 2025, quando o então vice-governador Thiago Pampolha renunciou para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado e o então presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi afastado do cargo.
Com a vacância dos dois primeiros postos na sucessão, coube ao presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, assumir interinamente o governo.



