Em evento no Rio, Lula chama governador interino de "interventor”
Presidente Lula se atrapalhou em discurso e usou o termo incorreto para se referir ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou, nesta segunda-feira (22/6), o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, de “interventor”. A gafe ocorreu durante evento de adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
“Tudo o que eu desejo é que, ao cumprir sua tarefa de interventor no Rio de Janeiro, o povo saiba que não pode eleger ninguém que não faça aquilo que você está fazendo: cuidar do povo do Rio de Janeiro. Portanto, parabéns, governador”, disse Lula.
O termo “interventor” tem sido usado por bolsonaristas para criticar a permanência do desembargador no cargo e insistir no presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), para exercer interinamente o governo estadual até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual.
Pouco antes, Lula havia destacado positivamente a gestão de Ricardo Couto. O desembargador assumiu o comando do Palácio Guanabara em 23 de março de 2026, após a dupla vacância dos cargos de governador e vice-governador do estado.
“Sobrar dinheiro sem que você decida corretamente onde irá colocá-lo, ele pode entrar no ralo comum das coisas improdutivas, que muitos de nós, que estamos no poder público, sabemos que existe. Eu tenho certeza, governador, que você não vai jogar fora essa chance de mostrar ao povo do Rio de Janeiro a que você veio, porque você aceitou essa tarefa, sendo desembargador, de governar o Rio de Janeiro”, declarou.
Dívida do RJ
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (22/6), para formalizar a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
A autorização para a entrada do estado no Propag, que refinancia débitos com a União, foi concedida por Lula em 5 de maio. A adesão havia sido solicitada pelo governo fluminense em dezembro de 2025.
“O estado do Rio de Janeiro pagava uma dívida de R$ 1,3 bilhão por mês e vai pagar agora R$ 110 milhões. O que é importante é que vai sobrar mais dinheiro para o governador administrar o Rio de Janeiro”, destacou o petista no evento.
Segundo o Palácio do Planalto, a prestação mensal do estado deve cair de cerca de R$ 490 milhões para, aproximadamente, R$ 113 milhões, com aumento gradual ao longo de cinco anos. A dívida total do Rio com a União supera R$ 237 bilhões, de acordo com o Tesouro Nacional.

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