Governador diz que Acre vive 3ª Guerra com enchente, Covid-19 e dengue

Cerca de 120 mil pessoas já foram atingidas pelas enchentes, além do estado apresentar número crescente em internações por conta da Covid-19

atualizado 21/02/2021 17:00

Beto Oliveira/Câmara dos Deputados

Gladson Cameli (PP), governador do Acre, disse que o estado vive a 3ª Guerra Mundial ao enfrentar enchentes, a pandemia do novo coronavírus e a dengue, simultaneamente.

“Estamos também na maior cheia dos últimos anos. A questão das cheias, dengue, Covid, e imigrantes na fronteira do Brasil… Temos ainda o Peru e a Bolívia [com o problema sobre imigrantes], a questão dos haitianos. E isso me causa uma preocupação. É uma situação delicadíssima porque eu preciso proteger a população. E, com tudo o que está acontecendo, eu vou te dizer que vivemos uma terceira guerra mundial”, afirmou Cameli em entrevista à CNN Brasil na tarde deste domingo (21/2).

Cerca de 120 mil pessoas atingidas pelas enchentes geradas após o transbordamento de rios no Acre, e o governo do estado teme uma crise de abastecimento local, em especial no município de Sena Madureira, onde houve um estrangulamento da estrada.

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Segundo levantamento do portal UOL junto ao Corpo de Bombeiros, a estimativa atual é que o número de famílias atingidas tenha saltado dessa sexta-feira (29 mil) para hoje chegando a 32.334. Dessas, 4.400 estão desalojadas e 2.027, desabrigadas.

O rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, chegou a seu recorde de nível, alcançando 14,31 metros na sexta-feira (20/2), 1,3 metro acima da cota de transbordo. A cidade foi parcialmente inundada, e mais de nove mil famílias foram atingidas direta ou indiretamente.

Além disso, o estado vive um número crescente de internações em decorrência da Covid-19. Cerca de 92% dos hospitais no Acre dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o governador. “O que estamos vivenciando aqui é, realmente, uma situação de calamidade humanitária. São vários problemas em uma hora só”, reafirmou.

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