Galípolo confirma que vai à CPI do Crime Organizado nesta quarta
Presidente do Banco Central participará do colegiado na condição de convidado. Senadores buscam entender atuação do BC no caso Master
atualizado
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O senador Fabiano Contarato (PT-SE), presidente da CPI do Crime Organizado, confirmou, nesta terça-feira (7/4), que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, vai comparecer na sessão de quarta-feira (8/4). Ele deve prestar esclarecimentos sobre a suposta fraude financeira do Banco Master.
“O presidente do Banco Central confirmou presença na manhã desta terça”, anunciou Contarato.
Diferentemente de outros alvos da CPI, Galípolo foi chamado na condição de convidado, ou seja, com presença facultativa.
A CPI busca entender a atuação de servidores do Banco Central e possíveis ligações de funcionários do sistema financeiro com esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas ao Banco Master.
“O Sr. Gabriel Galípolo (…) esteve presente em reunião realizada em novembro de 2024 (…) com a participação (…) de Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master”, diz o requerimento da CPI.
O texto afirma que a presença dele no encontro “suscita questionamentos legítimos” e que o colegiado busca esclarecer “a finalidade institucional da reunião” e eventuais desdobramentos regulatórios.
A CPI espera ouvir ainda o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que foi convocado e, em tese, tem obrigação de comparecer. No entanto, ele não sinalizou se irá.
No mês passado, os senadores tentaram ouvir também o ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves Souza, afastado do cargo e da autarquia, após as investigações apontarem que ele atuava como um consultor informal de Daniel Vorcaro, dono do Master, dentro do BC.
Na ocasião, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master na Corte, tornou facultativa a presença de Souza na comissão, e ele não compareceu.








