Fundador do MBL sugere que o Tocantins seja administrado por Goiás
Em podcast, Renan Santos afirmou que governadores não terminam os mandatos no estado e que população é viciada em eleger “ladrão”
atualizado
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O fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, sugeriu que o estado do Tocantins passe a ser administrado por Goiás. Segundo ele, todos saíriam “ganhando” com a medida. A declaração foi feita durante participação no podcast Flow, nessa segunda-feira (15/12), e o conteúdo foi compartilhado por meio das redes sociais.
De acordo com Renan, o estado não consegue sustentar um governador. Segundo ele, o estado cresceu pela agricultura e pela atuação dos trabalhadores que moram no território, não por atuação política. O fundador do MBL afirma que os tocantinenses são viciados em eleger “ladrão”.
“Algumas famílias elegem senadores e ficam fazendo negócios lá em Brasília. Os deputados aí são horríveis, o governador é muito corrupto. Galera aí do Tocantins, vocês têm que dar um jeito, vocês são viciados basicamento em eleger ladrão. Aí vem os políticos falando: ‘não, mas desde que o Tocantins virou um estado, Tocantins cresceu muito’. Não foi porque virou um estado, foi porque a agricultura desenvolveu e você tem muita gente muito trabalhora lá. E não por causa dos políticos”, disse ele.
Ainda de acordo com Renan, a mesma ideia pode ser estendida ao estado do Acre. “Agora você criou uma classe política de político vagabundo, que fica mamando em cima dos cara. Se Tocantins fosse administrado em Goiânia, e votasse nesse grande Goiás, tava todo mundo ganhando nisso aí. E eu falei isso do Acre também”, declarou.
O fundador do MBL também criticou o custo da representação política do Tocantins no Congresso Nacional, citando o número de senadores e deputados federais. Para ele, a unificação com Goiás traria benefícios administrativos e econômicos. “Tocantins, volta pra Goiás. Deixa Goiás administrar. Vai ser melhor para Tocantins, para Goiás e para o Brasil”, afirmou.
Repercussão
O comentário já havia sido feito por Renan durante outro podcast do próprio MBL. No conteúdo compartilhado, o dirigente político afirmou que o Tocantins não consegue manter um governador no cargo e que seria frequente a mudança “por corrupção”. Ele afirma que foi gerado um estado de maneira artificial, com “uma elite política completamente parasita”.
“Essa elite política rouba, rouba, rouba, rouba, rouba, rouba, rouba, não consegue permanecer no poder e a gente paga. Aí tem que ter três senadores por lá, oito deputados federais. Cara, não vale a pena. Tocantins, volta pra Goiás, deixa Goiás administrar. Vai ser melhor para Tocantins, vai ser melhor para Goiás e vai ser melhor para o Brasil”, afirmou no podcast.
As declarações provocaram forte reação nas redes sociais, especialmente entre moradores e lideranças do Tocantins, que criticaram a fala e defenderam a autonomia política e histórica do estado.
Estado recente
A emancipação do Tocantins aconteceu em 1988. Antes disso o território era anexado a Goiás. Ao longo dos anos, o estado acumula escândalos políticos. Desde 2003, com o governo de Marcelo Miranda (MDB), nenhum governador concluiu o mandato integralmente.
No total, seis mandatos de governadores no Tocantins foram interrompidos, sendo cinco deles alvos de investigações ou ações judiciais. O caso mais recente envolve o governador Wandelrei Barbosa (Republicanos), que chegou a ser afastado, mas voltou ao poder.
