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Brasil

Fórum de Segurança Pública lamenta politização no combate ao PCC e CV

Entidade considera que a decisão do governo norte-americano tem implicações profundas na soberania e autonomia do Brasil

29/05/2026 10:09, atualizado 29/05/2026 10:41
Arte/Metrópoles
CV e PCC

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) se posicionou nesta sexta-feira (29/5) sobre a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas por parte dos Estados Unidos e lamentou a “politização” do assunto.

O FBSP lamentou que o tema “tenha sido capturado pela disputa eleitoral e a medida norte-americana incentivada como solução de um problema bem mais complexo, sem considerar os riscos de saídas unilaterais de outras nações para uma economia do porte da brasileira”.

O fórum afirma em comunicado que considera a medida uma decisão soberana do governo norte-americano, porém, considera que o tema tem “implicações profundas na soberania e autonomia do Brasil, na sua economia, sistema financeiro e nos mecanismos de cooperação regional e internacional”.


EUA classifica CV e PCC como terroristas

  • O governo dos Estados Unidos, presidido por Donald Trump, classificou o PCC e o CV como “organizações terroristas estrangeiras”, nessa quinta (28/5).
  • As duas facções foram integradas a duas listas do governo estadunidese: “Terroristas Globais Especialmente Designados” e “Organizações Terroristas Estrangeiras”.
  • O enquadramento é gerenciado pelo Departamento de Estado e pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
  • Veja como essa classificação pode afetar o Brasil.

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“Visões reducionistas” de políticos

O Fórum de Segurança Pública destacou que o Brasil e os Estados Unidos têm longa tradição de cooperação policial, “com destaque para a troca de informações de inteligência e no combate à lavagem de dinheiro”, que o fórum considera que deve seguir sendo feito.

A nota da entidade, no entanto, critica políticos brasileiros que demontram “visões reducionistas”, descoladas da realidade do combate ao crime organizado no Brasil.

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“Porém, no plano interno, o apoio explicitado por muitos políticos à medida demonstra visões reducionistas e descoladas das reais tarefas que o Poder Público precisa colocar em prática para retomar territórios e regular mercados e setores usados pelo crime organizado, como Fintechs, Bets, Criptoativos, entre outros setores”, alerta o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.