Flávio se manifesta após Moraes mandar PF abrir inquérito contra ele

Alexandre de Moraes abriu inquérito para apurar se senador cometeu crime de injúria contra Lula. “Juridicamente frágil”, diz senador

atualizado

metropoles.com

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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Flávio Bolsonaro
1 de 1 Flávio Bolsonaro - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu, nesta quarta-feira (15/4), à instauração de inquérito determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a Polícia Federal investigá-l0.

Conforme revelou o Metrópoles, na coluna do Paulo Cappelli, a apuração da PF buscará esclarecer se o parlamentar cometeu crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma postagem nas redes sociais.

Flávio, pré-candidato do PL à Presidência da República, diz que recebe “com profunda estranheza” a decisão de Moraes: “A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”.

Obtida pelo Metrópoles, a decisão de Moraes foi tomada a partir de representação da PF requerida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Além de autorizar a abertura do inquérito, o magistrado determinou o envio dos autos à PF, que terá prazo de 60 dias para realizar as diligências iniciais.

O caso tem como origem uma publicação feita pelo parlamentar em 3 de janeiro de 2026, na plataforma X. A postagem associa imagens de Lula ao então presidente da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro.

“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, diz o texto, que permanece no ar, publicado por Flávio Bolsonaro.

“Na postagem em questão, o senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva”, diz o parlamentar, em nota.

Senador acusa censura

“A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar. O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral, sob a mesma condução, impôs um flagrante desequilíbrio ao proibir termos como ‘descondenado’ para se referir ao petista, enquanto permitia ofensas sistemáticas contra o então presidente Jair Bolsonaro”, diz.

Na nota, Flávio ainda diz que chama a atenção para o fato de a ação ter sido distribuída justamente ao ministro Alexandre de Moraes, “personagem central do desequilíbrio democrático recente”.

“Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição. O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana, e nenhuma pressão impedirá nosso dever constitucional de fiscalizar e defender as liberdades fundamentais dos brasileiros”, conclui a nota.

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