Flávio Bolsonaro reage após EUA classificar PCC e CV como terroristas

Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca para pedir que Donald Trump classificasse as organizações criminosas como terroristas

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca
1 de 1 Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca - Foto: Divulgação/Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) comemorou após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, na noite desta quinta-feira (28/5).

“Grande dia”, escreveu Flávio Bolsonaro no X.

Na terça-feira, Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca, em Washington, e pediu que o presidente dos EUA, Donald Trump, classificasse as organizações criminosas brasileiras como terroristas.

“Enquanto o Lula vai de joelhos, rastejando para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas como CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário”, declarou Flávio após o encontro.

Segundo o senador, Trump não deu uma resposta definitiva na ocasião, mas afirmou que avaliaria o pedido.

O anúncio dos EUA foi feito um dia depois. Na noite desta quinta-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que irá classificar as facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras a partir do dia 5 junho.

A decisão faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de endurecer o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.

Lula defendeu cooperação

O tema se tornou ponto de tensão diplomática entre Brasília e Washington nas últimas semanas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou preocupação com a possibilidade de os EUA enquadrarem facções brasileiras como grupos terroristas, avaliação que, segundo integrantes do governo federal, poderia abrir precedentes para eventual atuação militar norte-americana em território brasileiro.

Durante encontro com Trump na Casa Branca, no início de maio, o petista apresentou propostas de cooperação bilateral no combate ao crime organizado e convidou os Estados Unidos a participarem de iniciativas brasileiras voltadas à segurança regional.

“Criamos uma base na cidade de Manaus com a participação de representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira. Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”, afirmou Lula após a reunião.

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