Fiscal é alvo de intimidação em bar: “Vai perder seu empreguinho”

Jane Loureiro estava à frente de uma equipe de quatro profissionais, além da proteção de guardas municipais

atualizado 08/07/2020 14:48

Fiscal da Vigilância sofre intimidação em bar no RioReprodução

Uma fiscal da Vigilância Sanitária, identificada com Jane Loureiro, 54 anos, afirmou ter sido ameaçada enquanto atuava em bares e restaurantes no Rio de Janeiro, no último fim de semana. De acordo com informações do jornal Extra, ela estava à frente de uma equipe de quatro profissionais, além da proteção de guardas municipais.

“Fui ameaçada por um que disse que o pai era procurador e que estava vendo meu nome no colete e ia me demitir: ‘você vai perder seu empreguinho’. Depois, fizeram um coro me xingando. Eu fiquei muito nervosa”, relatou Jane.

No bar em questão, a fiscal conta que viu muitas irregularidades, como mesas juntas no lado externo do estabelecimento, muita gente ao redor e boa parte das pessoas não estava de máscara. Após pedir para fecharem o local, os ataques começaram.

“Quando os garçons se aproximaram das mesas informando que o bar iria fechar, eles começaram a se revoltar. Aí começou o coro ofensivo a vir para cima da gente, falando que o que fazíamos era errado e tirava o emprego das pessoas. Falei que meu objetivo era garantir a saúde das pessoas e que não era permitido concentração”, explicou.

Jane acredita que não falta esclarecimento sobre a gravidade da doença, e sim empatia da população. “A população precisa acordar. Uma senhora me disse que não achava que a pandemia era isso tudo, porque ela não tinha perdido ninguém. Eu respondi: ‘que bom que a senhora não perdeu ninguém, mas eu perdi muitos colegas em hospitais'”, contou.

Outro caso

No último sábado (4/7), o superintendente Flávio Graça foi agredido verbalmente ao abordar um casal que descumpria as medidas de segurança. Ao chamar o homem de cidadão, ouviu da mulher que seu marido não um cidadão, mas sim um “engenheiro civil formado, melhor do que você“.

A Vigilância Sanitária informou que, apesar desses dois episódios, o número de casos de reação hostil ao trabalho dos técnicos não chega a 10. E frisou que as equipes contam com o apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

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