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Brasil

Filme de Bolsonaro: STF tenta intimar Mario Frias para explicar emenda

Denúncia da deputada federal Tábata Amaral questiona repasses de emendas parlamentares a ONG ligada à produção do filme Dark Horse

14/05/2026 15:55, atualizado 14/05/2026 16:34
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Marcello Casal Jr/Agência Brasil.
Mario Frias

O Supremo Tribunal Federal (STF) tenta intimar, por meio de decisão do ministro Flávio Dino, desde março, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) para explicações sobre emendas parlamentares destinadas à organização não governamental (ONG) Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. O deputado teria destinado R$ 2 milhões à ONG, segundo denúncia feita ao Supremo.

A tentativa de intimação parte de uma ação da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) que requisita a apuração de repasses de emendas parlamentares para o que classificou como um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”.

Segundo a denúncia, Mario Frias – que, além de parlamentar, é produtor-executivo do filme – repassou valores oriundos de emendas parlamentares à ONG “Instituto Conhecer Brasil”.

São questionados repasses às seguintes Ongs: 

  • Instituto Conhecer Brasil;
  • Academia Nacional de Cultura;
  • Go Up Entertainment; e
  • Conhecer Brasil Assessoria.

Segundo a denúncia de Tábata, todas essas organizações estariam sob comando de Karina Ferreira da Gama, produtora cultural ligada à produção do filme Dark Horse.

O ministro Flávio Dino, relator da ação, decidiu intimar os deputados federais Mario Frias, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS). A decisão é do dia 21 de março, no âmbito da ADPF 854.

De acordo com a denúncia, a ONG Academia Nacional de Cultural também teria recebido cerca de R$ 2,6 milhões de parlamentares como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon.

O filme Dark Horse entrou na pauta novamente após a divulgação de um áudio do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, no qual ele cobra dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme.

O Metrópoles não conseguiu contato com a assessoria do deputado Mario Frias nem com Karina Gama. O espaço segue aberto.

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