Família e amigos despedem-se de Boechat em velório

Cerimônia acontecerá até as 14h desta terça (12). Em seguida, o corpo será cremado em cerimônia reservada

GUILHERME RODRIGUES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADAO CONTEUDOGUILHERME RODRIGUES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADAO CONTEUDO

atualizado 12/02/2019 12:46

Enviada especial a São Paulo (SP) – Tristeza e muita emoção marcam a cerimônia em que o jornalista Ricardo Boechat é velado por familiares e amigos, no anfiteatro do Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. O velório começou às 23h20 dessa segunda-feira (11/2), com a chegada do corpo ao local. Depois que família e pessoas mais próximas do comunicador se despediram, o auditório do Museu foi aberto ao público.

A viúva do jornalista, Veruska Boechat, agradeceu aos jornalistas pelas homenagens ao marido. “Muito obrigada, gente. Eu não vi nada ainda, mas eu sei que foi lindo. Minha ficha ainda não caiu”, disse. Ela chegou ao MIS acompanhada pelas duas filhas, Valentina, 12 anos, e Catarina, 10 anos, além de dona Mercedes, mãe de Boechat.

O velório acontecerá até as 14h desta terça (12). Em seguida, o corpo será cremado em cerimônia reservada. A Band não informará o cemitério a pedido da família do apresentador do jornalista.

A cerimônia contou com a presença de vários companheiros de trabalho de Ricardo Boechat. Todos foram unânimes em afirmar que a perda é irreparável. “Vai uma graça e um jeito de fazer jornalismo que não vai ter outro. Vamos procurar fazer tão bem quanto a gente fazia. É uma forma de honrá-lo”, disse João Saad, presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

“Uma pessoa simples nos seus gestos e grandeza nas atitudes”, ressaltou o governador de São Paulo, João Dória. Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes, estava bastante emocionado: “Estou com dificuldade para falar sobre isso, para conviver com essa notícia e com essa ideia de que perdemos o Boechat. É uma perda irreparável”, destacou.

O apresentador Otávio Mesquita declarou que só quer lembrar das coisas boas que ele recebeu de Boechat e o que o amigo representou na sua vida profissional. “Não sei nem o que dizer. Sou um cara espiritualizado. Quando Deus nos coloca no mundo, ele dá um cartão de entrada e um de saída. Todo mundo pergunta: ‘por que ele foi embora no momento mais importante?’. É uma coisa muito triste para nós. De repente, Deus queria que ele apresentasse o jornal no céu. E assim foi”, disse.

Queda do helicóptero
O jornalista Ricardo Boechat morreu aos 66 anos em um acidente de helicóptero na tarde dessa segunda-feira. A aeronave fez um pouso de emergência e foi atingida por um caminhão no Rodoanel, na região norte da cidade de São Paulo. O piloto Ronaldo Quattrucci, que comandava o voo, também faleceu.

Âncora da Band News, ele havia apresentado o seu programa matinal na emissora de rádio antes de embarcar no helicóptero rumo a Campinas. Na cidade do interior paulista, ele participou de um evento de uma empresa farmacêutica. Na hora do acidente, ele se dirigia ao trabalho.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave teve problemas e precisou fazer um pouso forçado. Nesse momento, ela foi atingida por um caminhão que trafegava pela via, no sentido interior, próximo à praça do pedágio. O motorista do caminhão ficou ferido, mas não corre risco de vida.

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