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Brasil

Falsa enfermeira que vacinou empresários é acusada de outros golpes

Cláudia Mônica reúne processos por ter sumido com dinheiro de vítimas: em um dos casos, uma das pessoas enganadas diz ter perdido R$ 20 mil

Juliana Barbosa04/04/2021 21:58, atualizado 04/04/2021 22:27
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Reprodução/ TV Globo
Claudia Monica Pinheiro, que vacinou empresários em BH

Cláudia Mônica Pinheiro Torres, de 54 anos, falsa enfermeira investigada por vacinar empresários contra a Covid-19 de forma ilegal em Belo Horizonte (MG), reúne um extenso histórico de golpes em seu currículo. A cuidadora de idosos, que foi presa na última semana, ganhou liberdade provisória nesse sábado (3/4).

Ao Fantástico, uma fonte anônima que trabalhava com Cláudia como cuidadora de idosos afirmou que a enfermeira já aplicava golpes há um tempo.

“Comecei a trabalhar com ela, dava plantões. A gente começou a cobrar o dinheiro, ela dava desculpas, inventou histórias de que foi roubada, que não tinha como dar o dinheiro. As pessoas falavam que ela era meio perigosa, que ela tinha envolvimento com pessoas que eram perigosas, e a gente ficou com medo mesmo de ir atrás do dinheiro que tinha que receber justamente por isso. Do que ela seria capaz de fazer”, disse.

Ainda segundo a reportagem, a falsa enfermeira reúne uma série de processos na Justiça por ter sumido com dinheiro de vítimas. Em um dos casos levados à polícia, uma das vítimas diz ter perdido R$ 20 mil.

No escritório de um dos donos da garagem onde ocorreram as aplicações, a Polícia Federal encontrou uma lista com 57 nomes e horários que seriam da vacinação. A maioria dessas pessoas mora em bairros luxuosos e condomínios fechados da região metropolitana de Belo Horizonte.

Na relação, aparecem nomes de advogados, um aluno de doutorado, um dentista e quatro parentes do ex-senador Clésio Andrade, que nega ter recebido o imunizante. Diretores do sindicatos das empresas de ônibus da região e empresários do ramo do transporte também estão na lista.
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Ex-senador Clésio Andrade é investigado por ter tomado vacina contra a Covid-19
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Pedro França/Agência Senado
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José Cruz
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Ex-senador Clésio Andrade é investigado por ter tomado vacina contra a Covid-19

Júlio Fernandes/CNT

Em um trecho do depoimento que deu à polícia, o empresário Rômulo Lessa, dono de uma empresa de ônibus e, segundo as investigações, um dos articuladores do esquema de vacinação, afirma que Cláudia cobrava R$ 600 pelas supostas vacinas, e que ela parou de responder às mensagens depois da primeira aplicação.

Falsa vacina

Na casa de Cláudia, foram encontradas substâncias que, posteriormente, a perícia concluiu se tratar de soro fisiológico.

A polícia acredita que, além de falsa enfermeira, ela também aplicava uma falsa vacina, uma substância sem nenhum efeito contra o coronavírus.

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