Esposa de Moraes acompanha sessão no STF e vê marido ser defendido
Durante a sessão no STF, Moraes fez críticas aos ataques que parentes de ministros têm sofrido, incluindo postagens nas redes sociais
atualizado
Compartilhar notícia

A esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a advogada Viviane Barci, acompanhou toda a sessão de abertura do segundo semestre do Judiciário, nesta sexta-feira (1º/8). Viviane chegou cedo e sentou-se ao lado do ministro da Advocacia-Geral da Uniã (AGU), Jorge Messias, de frente para a tribuna. Os dois conversaram antes do início da sessão. Depois permaneceram atentos a cada fala.
Durante a sessão, os ministros defenderam a soberania do STF e a atuação de Alexandre de Moraes, ante às sanções impostas a ele e a aliados pelo governo dos Estados Unidos.
A esposa de Moraes acompanhou com um atenção o momento em que o marido falou sobre os ataques sofridos por familiares dos ministros por parte de “brasileiros traidores da pátria que continuam a auxiliar a prática de atos hostis ao Brasil”, disse.
Moraes falou, pela primeira vez, sobre os ataques dirigidos às famílias do ministro Luís Roberto Barroso, de Gilmar Mendes e de Cristiano Zanin. “O mais grave e patético desses traidores são as ameaças às esposas e familiares. Eles demonstram não existir limites para ousadia e covardia dessa organização criminosa, que será responsabilizada”, disse Moraes que ainda enfatizou: “Integralmente responsabilizada”.
Neste momento, a esposa de Moraes consentiu com a cabeça e seguiu atenta à fala do marido. A advogada permaneceu presente durante toda a sessão e saiu ao lado do marido, que foi abraçado por todos os ministros da Corte ainda em plenário. Não estavam presencialmente na sessão os ministros Nunes Marques e Disa Toffoli. Eles participaram virtualmente.
Moraes alvo de sanções
- Em 30 de julho, o governo dos EUA sancionou Moraes com base na Lei Magnitsky.
- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, associou as sanções diretamente a uma suposta “caça às buxas” a Jair Bolsonaro (PL).
- No dia 21 de maio, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse que existia “grande possibilidade” de Moraes ser alvo da lei.
- Na prática, as sanções da Lei Magnitsky afetam os alvos principalmente por meios econômicos, como o congelamento de bens e contas bancárias em solo ou instituições norte-americanas.
- Moraes tem sido acusado de promover censura por meio de ordens judiciais. É alvo de ação judicial apresentada pela plataforma Rumble e a Trump Media desde fevereiro.
Ainda segundo Moraes, os ataques contra os familiares são “claros atos expressos de traição ao Brasil” e que são “ameaças covardes”.
Apesar de não citar nomes, Moraes fez referência às postagens do deputado Eduardo Bolsonaro e aliados em apoio às sanções impostas via Lei Magnitsky pelos EUA.
A sessão começou por volta das 10h20. O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, começou a falar, citando diversos casos de tortura e morte durante a ditadura militar.
“O nosso papel aqui do Supremo Tribunal Federal é o de impedir a volta ao passado”, afirmou Barroso. Em seguida, Barroso e o ministro Gilmar Mendes defenderam o colega no plenário do Supremo. Moraes também falou. Todos seguiram a linha de que a soberania do Brasil é inegociável.












