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Esposa de Moraes acompanha sessão no STF e vê marido ser defendido

Durante a sessão no STF, Moraes fez críticas aos ataques que parentes de ministros têm sofrido, incluindo postagens nas redes sociais

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Ricardo Stuckert/ Presidência da República
A esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a advogada Viviane Barci
1 de 1 A esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a advogada Viviane Barci - Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

A esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a advogada Viviane Barci, acompanhou toda a sessão de abertura do segundo semestre do Judiciário, nesta sexta-feira (1º/8). Viviane chegou cedo e sentou-se ao lado do ministro da Advocacia-Geral da Uniã (AGU), Jorge Messias, de frente para a tribuna. Os dois conversaram antes do início da sessão. Depois permaneceram atentos a cada fala.

Durante a sessão, os ministros defenderam a soberania do STF e a atuação de Alexandre de Moraes, ante às sanções impostas a ele e a aliados pelo governo dos Estados Unidos.

A esposa de Moraes acompanhou com um atenção o momento em que o marido falou sobre os ataques sofridos por familiares dos ministros por parte de “brasileiros traidores da pátria que continuam a auxiliar a prática de atos hostis ao Brasil”, disse.

Moraes falou, pela primeira vez, sobre os ataques dirigidos às famílias do ministro Luís Roberto Barroso, de Gilmar Mendes e de Cristiano Zanin. “O mais grave e patético desses traidores são as ameaças às esposas e familiares. Eles demonstram não existir limites para ousadia e covardia dessa organização criminosa, que será responsabilizada”, disse Moraes que ainda enfatizou: “Integralmente responsabilizada”.

Neste momento, a esposa de Moraes consentiu com a cabeça e seguiu atenta à fala do marido. A advogada permaneceu presente durante toda a sessão e saiu ao lado do marido, que foi abraçado por todos os ministros da Corte ainda em plenário. Não estavam presencialmente na sessão os ministros Nunes Marques e Disa Toffoli. Eles participaram virtualmente.


Moraes alvo de sanções

  • Em 30 de julho, o governo dos EUA sancionou Moraes com base na Lei Magnitsky.
  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, associou as sanções diretamente a uma suposta “caça às buxas” a Jair Bolsonaro (PL).
  • No dia 21 de maio, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse que existia “grande possibilidade” de Moraes ser alvo da lei.
  • Na prática, as sanções da Lei Magnitsky afetam os alvos principalmente por meios econômicos, como o congelamento de bens e contas bancárias em solo ou instituições norte-americanas.
  • Moraes tem sido acusado de promover censura por meio de ordens judiciais. É alvo de ação judicial apresentada pela plataforma Rumble e a Trump Media desde fevereiro.

Ainda segundo Moraes, os ataques contra os familiares são “claros atos expressos de traição ao Brasil” e que são “ameaças covardes”.

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O Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil Luís Roberto Barroso
Ministro André Mendonça, durante a sessão
No STF, ministro Flávio Dino
Alexandre de Moraes, que sofreu sanção da Lei Magnitsky do governo dos EUA
Plenário do STF reunido em sessão
Os ministros do Supremo Tribunal Federal realizam sessão de abertura do segundo semestre do ano Judiciário, na manhã desta sexta-feira (01/8)
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Os ministros do Supremo Tribunal Federal realizam sessão de abertura do segundo semestre do ano Judiciário, na manhã desta sexta-feira (01/8)

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O Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil Luís Roberto Barroso
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O Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil Luís Roberto Barroso

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Ministro André Mendonça, durante a sessão
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Ministro André Mendonça, durante a sessão

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No STF, ministro Flávio Dino
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No STF, ministro Flávio Dino

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Alexandre de Moraes, que sofreu sanção da Lei Magnitsky do governo dos EUA
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Alexandre de Moraes, que sofreu sanção da Lei Magnitsky do governo dos EUA

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Plenário do STF reunido em sessão
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Plenário do STF reunido em sessão

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Apesar de não citar nomes, Moraes fez referência às postagens do deputado Eduardo Bolsonaro e aliados em apoio às sanções impostas via Lei Magnitsky pelos EUA.

A sessão começou por volta das 10h20. O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, começou a falar, citando diversos casos de tortura e morte durante a ditadura militar.

“O nosso papel aqui do Supremo Tribunal Federal é o de impedir a volta ao passado”, afirmou Barroso. Em seguida, Barroso e o ministro Gilmar Mendes defenderam o colega no plenário do Supremo. Moraes também falou. Todos seguiram a linha de que a soberania do Brasil é inegociável.

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