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Emendas Pix que descumprirem regras do STF serão suspensas, prevê LDO

Decisão do STF estabeleceu regras de transparência na execução de emendas parlamentares, inclusive das emendas Pix

Mateus Salomão, Gabriel Buss18/12/2024 15:07, atualizado 18/12/2024 19:30
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Daniel Ferreira/Metrópoles
Fachada do Congresso Nacional Senado e Câmara - Metrópoles

O texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, aprovado pelo Congresso Nacional nesta quarta-feira (18/12), permite que as emendas de transferência especial — as conhecidas “Emendas Pix” — que descumprirem as regras de transparência do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam suspensas.

“Emenda Pix” é o nome dado à modalidade que permite a transferência direta de verbas da União aos estados e municípios, sem a necessidade de formalização prévia de convênios, apresentação de projetos ou aval técnico do governo federal. O mecanismo atingiu volume recorde neste ano.

A LDO — texto que define as diretrizes para a elaboração e a execução do Orçamento do próximo ano — aprovada pelo Congresso estabelece que as emendas nessa modalidade devem atender critérios para reforçar a transparência, a rastreabilidade e o controle público da origem à destinação dos recursos.

Entre os itens apontados, o beneficiário das transferências especiais deverá informar previamente no Transferegov.br a agência bancária e a conta corrente em que os recursos deverão ser depositados e movimentados, além de apresentar o plano de trabalho.

“O não cumprimento do disposto neste artigo acarretará a suspensão imediata das transferências até o momento em que estas sejam regularizadas”, prevê a LDO.

A execução das emendas parlamentares acarretou uma crise entre os poderes neste ano. A execução dos recursos estava travada por determinação do ministro Flávio Dino, em decisão que foi referendada pelo plenário do STF. Após um longo período de negociações e a aprovação de um projeto de lei complementar (PLP), o magistrado autorizou a retomada dos pagamentos.

Em 2 de dezembro, o ministro Flávio Dino, do STF, liberou a retomada da execução das emendas, que estava suspensa desde agosto deste ano. Dino, entretanto, estabeleceu critérios para reforçar a transparência, a rastreabilidade e o controle público da origem à destinação dos recursos.

Ainda assim, a crise entre os poderes não chegou ao fim, já que as regras firmadas pelo STF desagradaram os parlamentares. A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu que o ministro reconsiderasse as determinações, mas ele rejeitou o pedido. O órgão, então, atuou na elaboração de portaria interministerial, a fim de garantir segurança jurídica à liberação.

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