Em meio à pandemia, aprovação de Bolsonaro tem queda, diz pesquisa

Levantamento XP/Ipespe divulgado nesta terça mostra tendência de queda na aprovação e aumento na reprovação ao presidente Jair Bolsonaro

atualizado 20/05/2020 17:05

Presidente Jair BolsonaroRafaela Felicciano/Metrópoles

A divulgação de uma pesquisa encomendada pela consultoria XP Investimentos ao instituto Ipespe e divulgada nesta terça-feira (20/05) mostra uma tendência de piora na avaliação do governo de Jair Bolsonaro à medida que avança a pandemia de coronavírus.

Os que consideram o governo bom ou ótimo oscilaram de 27% na rodada concluída em 30 de abril para 25% agora, enquanto os que avaliam a gestão como ruim ou péssima passaram de 49% para 50%. Em 24 de abril, 31% avaliavam como bom ou ótimo e 42% como ruim ou péssimo..

A pesquisa concluída na terça (19/05) também mostra que caiu a expectativa quanto ao restante do governo: agora é 48% negativa e 27% positiva ante 46% e 30% em abril.

Ainda segundo o levantamento, o grupo que avalia que a economia comandada por Paulo Guedes está no caminho errado subiu de 52% para 57%, enquanto os que veem a economia no caminho certo caíram de 32% para 28%.

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Sobre a crise do coronavírus, 68% dos entrevistados acreditam que “o pior está por vir”, contra 22% que avaliam que o pior “já passou”.

Veja os gráfico da evolução da avaliação de Bolsonaro e dos governadores ao longo das últimas pesquisas do instituto Ipespe:

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Governadores também pioram
Foi registrada na pesquisa também uma piora na avaliação da ação dos governadores contra o coronavírus. São 46% os que apontam que a atuação é boa ou ótima, contra 53% na última pesquisa. Os que acreditam que a atuação é ruim ou péssima saíram de 16% para 23%.

A atuação de Bolsonaro na crise é vista como boa ou ótima por 21% e como ruim ou péssima por 58%.

Apoio ao isolamento
O que se mantém alto, segundo a pesquisa XP/Ipespe, é o apoio ao isolamento social como medida de enfrentamento à pandemia de coronavírus: 76% avaliam que é a melhor forma de se prevenir e tentar evitar o aumento da contaminação pelo coronavírus, enquanto 7% discordam. Outros 14% avaliam que ele está sendo exagerado.

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