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Brasil

Em depoimento, Jefferson diz ter dado 50 tiros contra policiais

O ex-deputado também relatou ter jogado três granadas contra os agentes da PF. "Se quisesse, matava", afirmou

24/10/2022 20:33, atualizado 24/10/2022 20:50
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Reprodução
Roberto Jefferson com um fuzil

Preso em flagrante por tentativa de homicídio, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) disse, em depoimento à Polícia Federal (PF), que deu cerca de 50 tiros na viatura da PF e jogou três granadas contra a equipe de agentes que foi até sua casa nesse domingo (23/10).

Jefferson ainda afirmou que a intenção era atingir a viatura, e não os policiais. “O interrogado respondeu que […] se quisesse, matava os policiais, pois estava em posição superior e com fuzil com mira […] que jogou três granadas, uma na frente da viatura, uma atrás da viatura quando os policiais saíram e uma dentro de casa para assustar o policial que estava dentro da residência”, diz trecho do depoimento.

O ex-deputado ainda reforçou várias vezes no depoimento que “não tinha intenção de se render” e “só sairia de lá morto”.

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Roberto Jefferson chega à Superintendência da PF no Rio
Roberto Jefferson, ex-deputado
Roberto Jefferson, ex-aliado de Jair Bolsonaro, foi preso após atirar contra agentes da PF
Nesta imagem, é possível contar 10 marcas de tiro
Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura
Roberto Jefferson com um fuzil
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Roberto Jefferson com um fuzil

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Roberto Jefferson chega à Superintendência da PF no Rio
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Roberto Jefferson chega à Superintendência da PF no Rio

Reprodução/TV Globo
Roberto Jefferson, ex-deputado
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Roberto Jefferson, ex-deputado

Fábio Vieira/Metrópoles
Roberto Jefferson, ex-aliado de Jair Bolsonaro, foi preso após atirar contra agentes da PF
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Roberto Jefferson, ex-aliado de Jair Bolsonaro, foi preso após atirar contra agentes da PF

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Nesta imagem, é possível contar 10 marcas de tiro
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Nesta imagem, é possível contar 10 marcas de tiro

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Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura
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Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura

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Roberto Jefferson disparou contra agentes da PF e disse que só sairia de casa morto
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Roberto Jefferson disparou contra agentes da PF e disse que só sairia de casa morto

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Vídeo obtido pela coluna Na Mira mostra o momento da negociação com Roberto Jefferson
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Vídeo obtido pela coluna Na Mira mostra o momento da negociação com Roberto Jefferson

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Ex-deputado Roberto Jefferson
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Ex-deputado Roberto Jefferson

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Roberto Jefferson foi cassado em 2005 e atualmente está preso por suposto envolvimento com milícias digitais
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Roberto Jefferson foi cassado em 2005 e atualmente está preso por suposto envolvimento com milícias digitais

Valter Campanato/Agência Brasil

Mesmo com registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) irregular, Jefferson afirmou que já teve mais de 100 armas, mas, atualmente, mantém um arsenal entre 20 e 25 armas. Segundo ele, as armas estão em um hotel em Brasília e foram compradas legalmente “no mercado”.

Veja o depoimento:

depoimento de Roberto Jefferson à PF

Prisão

O ex-parlamentar foi detido nesse domingo (23), após atirar contra policiais federais. Jefferson está preso em Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gerincinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O ex-presidente do PTB foi detido por volta das 19h​, após horas de negociação com agentes da Polícia Federal. Ele teve a prisão domiciliar revogada e acabou detido em casa, na cidade de Levy Gasparian, interior do Rio de Janeiro.

Antes de ser preso, Jefferson travou um confronto com agentes da Polícia Federal. Ele atirou contra os policiais, deixando um delegado e uma agente feridos. Além disso, jogou granadas contra as autoridades. Na residência, foi encontrado um arsenal de armas e munições. O ex-parlamentar deve responder por quatro tentativas de homicídio.

Jefferson cumpria prisão domiciliar em Levy Gasparian. Ele é investigado por participação em atos de “organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação e financiamento político com a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito”, conforme relata o inquérito.

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