Governo dos EUA: Brasil tem “histórico de eleições livres e justas”

Sem comentar suposto recado da CIA ao governo brasileiro, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA elogiou a democracia brasileira

atualizado 05/05/2022 18:03

Ron Przysucha/Departamento de Estado dos EUA

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Ned Price, comentou, nesta quinta-feira (5/5), sobre o suposto recado enviado pelo Serviço de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) ao presidente Jair Bolsonaro (PL), criticando os recentes questionamentos do chefe do Executivo federal sobre a lisura e confiabilidade das eleições.

“É claro que não vou me pronunciar sobre mensagens que o diretor da CIA possa ter dado. O que eu vou dizer é que regularmente nos engajamos com nossos parceiros brasileiros. Nossa conclusão é que assim como os Estados Unidos, o Brasil é uma democracia forte e ambos temos o compromisso de garantir nossas democracias decididas pelo povo”, explicou Price.

Segundo o representante da Casa Branca, o país tem “muita confiança nas instituições democráticas brasileiras”. “O Brasil tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação eleitoral”, disse.

“É importante que os brasileiros, enquanto aguardam ansiosamente as eleições, tenham confiança em seus sistema eleitoral e que o Brasil está em posição de demonstrar ao mundo através de duas eleições a força duradoura da democracia brasileira”, completou.

Veja:

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Entenda

Reportagem divulgada pela agência de notícias estrangeira Reuters aponta que o diretor da CIA, William Burns, teria dito a integrantes do governo Jair Bolsonaro que o presidente deveria deixar de questionar a integridade das eleições no país.

O suposto pedido teria sido feito durante uma reunião em julho de 2021, de acordo com os relatos das fontes, que não quiseram ser identificadas.

Ainda não está claro onde a reunião ocorreu. No entanto, Burns esteve no Brasil em julho, em viagem não estava prevista em sua agenda oficial. Na ocasião, o diretor da CIA encontrou Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete Institucional, o general Augusto Heleno, e o então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

De acordo com a agência, Burns jantou com o generais Augusto Heleno e o Luiz Eduardo Ramos, ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência durante a mesma visita à Brasília, a quem o norte-americano disse que o processo democrático é sagrado, e que Bolsonaro não deveria se referir a ele publicamente como vinha fazendo.

A Reuters questionou a CIA e a Presidência da República sobre o assunto, que não responderam.

Bolsonaro tem feito constantes ataques ao sistema eleitoral do Brasil e ao voto eletrônico, sem apresentar provas. Ele defende o voto impresso, usado nas eleições norte-americanas.

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