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Brasil

Candidato do PT em SP defende obrigatoriedade da vacina contra Covid-19

Jilmar Tatto tem posição contrária à do atual prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), e de Celso Russomanno (Republicanos)

20/10/2020 20:03
Divulgação/PT-SP
Candidato do PT em SP defende obrigatoriedade da vacina contra Covid-19

São Paulo – Jilmar Tatto, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, afirmou ser favorável à vacinação compulsória da população contra a Covid-19. “Não há sentido em polemizar com um assunto tão sério e colocar em risco nosso povo”, afirmou Tatto ao Metrópoles.

Segundo Jilmar Tatto, toda a medida de combate à Covid-19 que possua respaldo científico deverá ser adotada e que sua posição vai ao encontro daquela das “maiores autoridades sanitárias, que são uníssonas em defender a obrigatoriedade de vacinas para preservação de vidas”.

Não pensam assim o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), e Celso Russomanno (Republicanos), os líderes na corrida eleitoral em São Paulo. Covas (PSDB) acredita na adesão espontânea da população paulistana. Celso Russomanno reprova a obrigatoriedade da vacinação em massa, fazendo coro com seu padrinho, o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pesquisa da Real Time Big Data/CNN Brasil divulgada na sexta-feita (16/10), quase metade dos brasileiros (46%) afirma que não tomaria uma vacina contra a Covid-19 de origem chinesa. No Sudeste, a rejeição à vacina sobre para 49%.

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Na manhã da segunda-feira (19/10), o presidente Jair Bolsonaro disse que a vacina contra o coronavírus “não será obrigatória e ponto final”, mas uma lei sancionada por ele mesmo em fevereiro permite a imposição da vacinação “para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus”.

Jilmar Tatto reprovou a postura do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Ele minimiza a morte de centenas de milhares de pessoas em favor dos seus interesses políticos.”

Além da vacinação compulsória, o programa de governo de Jilmar Tatto prevê testagem em massa da população, aumento da frota de ônibus para que passageiros viajem apenas sentados e adiamento da volta às aulas, com retorno somente em situação de plena segurança sanitária.