Covas não vê necessidade de vacinação obrigatória na capital paulista

Prefeito diz acreditar na adesão da população da cidade. Na sexta, Doria afirmou que imunização será obrigatória no Estado de São Paulo

atualizado 20/10/2020 11:16

Bruno CovasEquipe Bruno Covas/Divulgação

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse nesta terça-feira (20/10) que não há necessidade de tornar obrigatória a vacinação contra a Covid-19 na cidade. Na avaliação do candidato à reeleição, haverá adesão da população da capital como, segundo ele, ocorre em outras campanhas de imunização.

“Nenhuma necessidade de tornar a vacinação obrigatória. A gente tem visto aqui na capital campanhas em que mais de 90% da população participa, se envolve. A campanha de vacinação da prefeitura é sempre bem feita e tenho certeza que mais uma vez não será diferente quando a gente tiver a vacina disponível contra o coronavírus”, afirmou em entrevista à Rádio Eldorado.

Questionado se ele estabeleceria grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19, o prefeito afirmou que essa decisão dependerá de quantas doses estarão disponíveis para a população. “Estamos agora em uma minúcia de discussão. Nem se sabe ainda quando a vacina será disponibilizada, quantos lotes serão disponibilizados. Eu acho que no momento apropriado a gente tem esse tipo de decisão”, disse Covas.

A obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 é defendida pelo governador João Doria (PSDB). Em coletiva realizada na sexta-feira (16/10), Doria afirmou que a imunização será compulsória no Estado de São Paulo e que tomará medidas legais se houver alguma contrariedade. No mesmo dia, à noite, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sem citar o adversário, disse, em redes sociais, que a decisão cabe ao Ministério da Saúde e que o governo federal vai optar pela não obrigatoriedade.

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Bolsonaro e Doria retomaram nessa segunda-feira (19/10) o embate em relação à vacina contra Covid-19. O presidente reafirmou que a vacina contra a Covid-19 não será obrigatória e, sem mencionar diretamente o governador de São Paulo, disparou: “tem um governador que está se intitulando o médico do Brasil”.

Doria reagiu: “o Brasil precisa de paz, amor e vacina para salvar os brasileiros”.

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