Aliado de Bolsonaro, Russomanno critica vacina obrigatória contra Covid-19

Candidato a prefeito em São Paulo disse nesta segunda (19/10) que amizade com Bolsonaro levará recursos à cidade se ele for eleito

atualizado 19/10/2020 17:30

Celso Russomanno candidato a prefeitura de sao paulo faz campanha na rua e come pastelFábio Vieira/Especial para o Metrópoles

São Paulo – O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) faz movimentos quase diários para colar sua campanha à prefeitura de São Paulo ao apoio do presidente Jair Bolsonaro. Em sabatina virtual a jornalistas do Estadão nesta segunda-feira (19/10), o político se alinhou ao padrinho na polêmica sobre a obrigatoriedade ou não da vacinação contra o coronavírus – quando houver uma vacina.

“Nós já fomos obrigados a largar nosso trabalho, as donas de casa ficaram sem as diaristas, que foram obrigadas a ficar em casa. Nossos empregos foram embora, nós fomos obrigados a uma série de coisas. Agora querem obrigar a tomar vacina?”, discursou ele ao ser perguntado sobre o assunto.

“Sou legalista, nós temos leis e a gente vai cumprir as leis. Não podemos inventar”, completou Russomanno, numa crítica aberta ao governador paulista João Doria (PSDB), que tem defendido que a vacina não seja uma escolha, pois a imunização da população é um processo coletivo e não individual.

Mais cedo, também nesta segunda, Bolsonaro deu mais uma contribuição para a polêmica. “Já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final”, frisou, durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

Russomano fez campanha nesta segunda no Mercado Municipal, em São Paulo. Veja imagens do corpo a corpo:

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Fundo partidário e família

Crítico do fundo partidário para bancar as eleições, Russomanno também admitiu que vai usar a verba, formada por dinheiro público. “Fui voto vencido”, disse ele, na entrevista ao Estadão.

O candidato do Republicanos também foi perguntado sobre processos judiciais em que uma empresa que pertence a uma filha dele e ao marido dela, seu genro, que é acusada na Justiça de lesar ao menos 18 pessoas em um esquema de investimento que teria dado errado.

Nas ações, que foram julgadas procedentes em ao menos seis casos, o esquema é descrito como uma pirâmide financeira, um tipo de investimento enganoso e ilegal, que promete ganhos altos, mas acaba em prejuízo para quem entra por último e não consegue resgatar o que investiu.

Ao todo, as supostas vítimas cobra R$ 4,5 milhões dos parentes do candidato.

“Meu genro tem problemas financeiros, como muita gente, por causa da crise trazida pela pandemia. Mas não se trata de pirâmide e essas dívidas serão pagas. Meu genro me garantiu que vai vender imóveis e quitar tudo”, garantiu, negando ter autorizado o uso de seu nome no negócio.

“Não tem nada a ver comigo e jamais autorizei ninguém a usar meu nome”, garantiu.

Veja a íntegra da sabatina:

Líder nas pesquisas

Russomanno lidera as pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, que acontece em 15 de novembro. Ele tem 25% da preferência segundo pesquisa Ibope divulgada pela Rede Globo no último dia 15 de outubro.

O atual prefeito Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição, tem 22%. Guilherme Boulos (PSol) os segue com 10% das intenções. Numa simulação de segundo turno, Covas ficou à frente, mas em empate técnico com Russomanno: 40% a 39%.

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