Aliado de Bolsonaro, Russomanno critica vacina obrigatória contra Covid-19
Candidato a prefeito em São Paulo disse nesta segunda (19/10) que amizade com Bolsonaro levará recursos à cidade se ele for eleito

São Paulo – O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) faz movimentos quase diários para colar sua campanha à prefeitura de São Paulo ao apoio do presidente Jair Bolsonaro. Em sabatina virtual a jornalistas do Estadão nesta segunda-feira (19/10), o político se alinhou ao padrinho na polêmica sobre a obrigatoriedade ou não da vacinação contra o coronavírus – quando houver uma vacina.
“Nós já fomos obrigados a largar nosso trabalho, as donas de casa ficaram sem as diaristas, que foram obrigadas a ficar em casa. Nossos empregos foram embora, nós fomos obrigados a uma série de coisas. Agora querem obrigar a tomar vacina?”, discursou ele ao ser perguntado sobre o assunto.
“Sou legalista, nós temos leis e a gente vai cumprir as leis. Não podemos inventar”, completou Russomanno, numa crítica aberta ao governador paulista João Doria (PSDB), que tem defendido que a vacina não seja uma escolha, pois a imunização da população é um processo coletivo e não individual.
Mais cedo, também nesta segunda, Bolsonaro deu mais uma contribuição para a polêmica. “Já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final”, frisou, durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesRussomano fez campanha nesta segunda no Mercado Municipal, em São Paulo. Veja imagens do corpo a corpo:

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Crítico do fundo partidário para bancar as eleições, Russomanno também admitiu que vai usar a verba, formada por dinheiro público. “Fui voto vencido”, disse ele, na entrevista ao Estadão.
O candidato do Republicanos também foi perguntado sobre processos judiciais em que uma empresa que pertence a uma filha dele e ao marido dela, seu genro, que é acusada na Justiça de lesar ao menos 18 pessoas em um esquema de investimento que teria dado errado.
Nas ações, que foram julgadas procedentes em ao menos seis casos, o esquema é descrito como uma pirâmide financeira, um tipo de investimento enganoso e ilegal, que promete ganhos altos, mas acaba em prejuízo para quem entra por último e não consegue resgatar o que investiu.
Ao todo, as supostas vítimas cobra R$ 4,5 milhões dos parentes do candidato.
“Meu genro tem problemas financeiros, como muita gente, por causa da crise trazida pela pandemia. Mas não se trata de pirâmide e essas dívidas serão pagas. Meu genro me garantiu que vai vender imóveis e quitar tudo”, garantiu, negando ter autorizado o uso de seu nome no negócio.
“Não tem nada a ver comigo e jamais autorizei ninguém a usar meu nome”, garantiu.
Veja a íntegra da sabatina:
AO VIVO #SabatinaEstadao: Celso Russomanno (@celsorussomanno) é o entrevistado de hoje da série de sabatinas com os candidatos à Prefeitura de SP; assista https://t.co/EdvZKZIjdZ
— Estadão (@Estadao) October 19, 2020
Líder nas pesquisas
Russomanno lidera as pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, que acontece em 15 de novembro. Ele tem 25% da preferência segundo pesquisa Ibope divulgada pela Rede Globo no último dia 15 de outubro.
O atual prefeito Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição, tem 22%. Guilherme Boulos (PSol) os segue com 10% das intenções. Numa simulação de segundo turno, Covas ficou à frente, mas em empate técnico com Russomanno: 40% a 39%.













