Governo de SP evita estabelecer nova data para vacina contra Covid-19

Instituto Butantan aguarda dados para conclusão de dossiê para registro na Anvisa, o que deve acontecer até o fim do ano

atualizado 19/10/2020 16:30

Doutor Gustavo Romero, coordenador do estudo da vacina contra Covid-19 no Distrito Federal, mostra embalagem e seringa utilizada para a imunização - vacina covidJacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, evitou estabelecer um prazo para que a disponibilidade da vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, em entrevista nesta segunda-feira (19/10). A expectativa do órgão regulador é de entregar ainda este ano o dossiê para o registro da Coronavac na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Com isso, deve ser adiada data para o início da vacinação para os profissionais da saúde, que estava prevista para dezembro pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Para saber a eficácia da vacina, ainda é preciso preciso que 61 voluntários testados pelo instituto apresentem sintomas de Covid-19. Segundo Dimas, sem esses dados, não é possível completar o dossiê que será entregue para a Anvisa.

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“É possível que nós tenhamos esses números muito rapidamente. Quando eu falo muito rapidamente, é na perspectiva de acontecer entre novembro e dezembro” , afirmou o diretor, acrescentando que o aumento no número de voluntários pode acelerar o processo.

Otimismo contido

Dimas ponderou que as perspectivas são “relativamente” otimistas para que o dossiê seja concluído, mas não é possível estabelecer uma data. “Esperamos que até o fim deste ano essa vacina tenha seu dossiê entregue na nossa Anvisa, e que a Anvisa possa proceder muito rapidamente a análise e o registro da vacina”, disse, em coletiva, ao lado do governador de São Paulo.

Segundo números divulgados pelo governo estadual, estudos clínicos com 9 mil voluntários com idade entre 18 e 59 anos no país mostram que 35% tiveram reações adversas leves após a aplicação, como dor no local da aplicação ou dor de cabeça. Não houve registro de efeito colateral grave durante a testagem.

Doria disse que os resultados mostram que a Coronavac é a vacina a mais segura e avançada em testes no Brasil, com os melhores e mais promissores índices. “A vacina do Butantan foi a que apresentou menor índice de efeitos adversos e melhores resultados até o presente momento”, acrescentou o governador.

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