Brasil pode começar a produzir vacina russa contra Covid-19 ainda em dezembro

Representantes do governo do país afirmaram que estão fazendo transferência de tecnologia para farmacêutica brasileira

atualizado 19/10/2020 15:36

vacina laboratórioDivulgação/Louis Reed/Unsplash

O diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), Kirill Dmitriev, informou nesta segunda-feira (19/10) que o fornecimento da vacina Sputnik V para os países da América Latina, incluindo o Brasil, pode começar ainda em dezembro deste ano.

“A América Latina é o nosso grande parceiro. Pensamos que já em dezembro poderemos fazer as entregas”, disse.

O imunizante desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, de Moscou, foi registrado na Rússia em agosto e ainda faz testes clínicos de fase 3, a última antes da conclusão de estudos de vacinas.

De acordo com o vice-diretor do Instituto Gamaleya, Denis Logunov, a instituição tem atualmente 1,2 milhão de doses disponíveis e está preparada para entregas internacionais. O governo brasileiro, entretanto, ainda não fechou acordo para que compra de vacinas russas.

Segundo o diretor-geral do RDIF, o laboratório brasileiro União Química Farmacêutica Nacional tem interesse em produzir o imunizante e o processo de transferência de tecnologia da candidata à vacina já teria sido iniciado. A empresa nacional estaria apenas aguardando a matéria-prima necessária para começar a produção.

Kirill Dmitriev destacou que este é um processo que leva em média seis meses mas, com a urgência da pandemia, pode começar a ser feito já em dezembro. O início da produção local, entretanto, depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Resultados dos estudos
A vacina Sputnik V foi desenvolvida com adenovírus humana e é aplicada em duas injeções. Nas fases 1 e 2 de testes, foram registrados apenas febre e dor local, considerados efeitos colaterais leves.

“A vacina russa é muito segura porque usa a plataforma de adenovírus humana com dois adenovírus diferentes e nós pensamos que a imunidade pode durar por mais de um ano, chegando a dois”, disse Kirill Dmitriev.

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