A quatro dias da eleição, Covas anuncia auxílio de R$ 300 para próximo mês

Prefeito de SP nega que a ajuda financeira tenha vocação eleitoreira porque virá depois de domingo, obedecendo lei aprovada em outubro

atualizado 25/11/2020 16:17

O candidato à prefeitura de São Paulo (SP), Bruno Covas (PSDB), realiza campanha na Avenida Paulista nesta quarta-feira (25). Foto: DANILO M YOSHIOKA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDODANILO M YOSHIOKA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

São Paulo – O prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou, nesta quarta-feira (25/11), durante caminhada na avenida Paulista, que o auxílio emergencial paulistano de três parcelas de R$ 100 poderá ser pago já na primeira semana de dezembro de 2020, por meio de um acordo com a Caixa Econômica Federal. Segundo o prefeito, 1 milhão de pessoas receberão o auxílio  de R$ 300.

Questionado pela imprensa de que tal anúncio poderia ser visto como uma ação eleitoreira pela população, Covas disse que apenas cumpria a lei, que prevê que o pagamento deve ser feito ainda este ano, e que o auxílio será concedido depois da eleição.

“A lei foi sancionada e o [auxílio] deve ser pago na primeira semana de dezembro, portanto, depois da eleição. Então, não há nenhuma relação com o calendário eleitoral, já que o pagamento vai ser feito depois da eleição”, declarou o prefeito.

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Covas sancionou lei que concede renda básica emergencial próprio a paulistanos no dia 12 de novembro. A proposta é do vereador Eduardo Suplicy (PT), defensor histórico deste tipo de política pública. Covas abraçou o plano na primeira quinzena de outubro, já em meio à corrida eleitoral.

“Já fizemos as contas. É possível complementar para 1 milhão de pessoas, algo em torno de R$ 100 por mês, em outubro, novembro e dezembro. Há recursos orçamentários na ordem de R$ 300 milhões”, afirmou o prefeito, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

O vereador Eduardo Suplicy, no entanto, viu na pandemia a oportunidade de implementar a política pública que passou a vida defendendo e espera que ela continue por muito mais do que três meses. O petista agora se engaja na campanha de Guilherme Boulos (PSol) que pretende transformar o auxílio em projeto permanente.

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