Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Senado aprova medida provisória que altera taxa de fiscalização da CVM

Proposta promove reduções no tributo para atores menores. Governo defende que mudança trará "impacto econômico positivo"

08/03/2022 17:52, atualizado 08/03/2022 18:21
Thiago S. Araújo/Especial para o Metrópoles
Fotografia colorida do Ministério da Economia

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (8/3), a Medida Provisória nº 1.072, de 2021, que altera o cálculo da taxa de fiscalização dos mercados de títulos e valores mobiliários, repassada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A proposta tinha validade até esta quinta-feira (10/3). O texto vai para sanção.

A proposta, de autoria do Ministério da Economia, foi relatada em plenário pela senadora Eliane Nogueira (PP-PI). A matéria promove reduções na taxa para atores menores, em especial pessoas físicas, e majoração para empresas com patrimônio líquido mais robusto, que tendem a gerar maior demanda de supervisão.

A taxa é cobrada de pessoas físicas e jurídicas que estejam ativas ou interessadas em ingressar no mercado de valores mobiliários. Em 2022, era cobrada de forma trimestral e passou a ser anual, sendo paga em maio – exceto empresas interessadas no ingresso de ações negociáveis na bolsa de valores.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Estímulo

Segundo o Executivo federal, espera-se que as alterações encorajem o ingresso de agentes de menor porte no mercado de capitais, em virtude de maior equidade e racionalidade na cobrança da taxa. A equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (PL) também defende que outra atualização relevante na medida é a elevação do rol de instituições que devem arcar com o ônus da fiscalização.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
“O mercado de capitais nacional se desenvolveu e diversos atores surgiram. A lei atual busca ampliar o rol dos atores que são beneficiados pelo funcionamento organizado do mercado de capitais, mas que atualmente não contribuem”, enfatiza a Economia.

Outro ponto destacado pelos autores da matéria é que ela dará maior segurança jurídica à cobrança da taxa de fiscalização. A avaliação do governo federal é que a aprovação da medida terá “impacto econômico positivo”.

“Em um momento no qual a economia brasileira se recupera de uma intensa retração, entende-se que o estímulo ao ingresso de atores menores em ambos os mercados regulamentados poderia auxiliar na retomada econômica”, destaca o ministério.