Presidência e diretoria da Petrobras não recebem aumento desde 2016

Maior remuneração anual em 2019 referente à diretoria executiva da estatal foi de R$ 2.711.572,70 e a menor, de R$ 2.023.422,94

atualizado 23/02/2021 16:53

Petrobras - SedeFernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras informou, nesta terça-feira (23/2), que o presidente e diretores executivos da estatal não recebem reajuste na remuneração fixa desde 2016 e que não há qualquer aumento previsto para este ano.

“O presidente e a diretoria executiva não têm poder para aumentar seus próprios salários. Qualquer eventual alteração na remuneração dos executivos passa obrigatoriamente por diversas instâncias de aprovação, incluindo o Conselho de Administração da companhia”, afirmou a petroleira, em nota.

Segundo a Petrobras, desde 2019 existe um Plano de Prêmio por Performance para todos os empregados, incluindo os líderes. O pré-requisito para pagamento do bônus é a empresa alcançar, no mínimo, R$ 10 bilhões de lucro líquido. Em 2019, a petroleira registrou lucro recorde de R$ 40,1 bilhões.

“Cabe acrescentar que a remuneração total anual do presidente da Petrobras, incluindo o bônus, corresponde a 25% da remuneração total anual dos presidentes de outras empresas do mercado nacional de porte equivalente, considerando-se a faixa mediana de remuneração. Já para os diretores, a remuneração corresponde a 72% comparativamente aos seus pares, nas mesmas bases, segundo pesquisas salarias das principais consultorias de recursos humanos do país”, lembra a estatal.

Em nota enviada ao Metrópoles, a estatal informou que, segundo o formulário de referência da Petrobras, “a maior remuneração anual em 2019 referente à diretoria executiva, composta por oito membros, foi de R$ 2.711.572,70 e a menor foi R$ 2.023.422,94. Os valores consideram bônus por performance e remuneração fixa”.

Mesmo com mudanças anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última semana por suas redes sociais, o presidente da estatal ainda é Roberto Castello Branco. Ele será substituído pelo general Joaquim Silva e Luna, logo após o quarto aumento consecutivo da gasolina.

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