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Todos os poupadores lesados nos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor (1991) que ingressaram com ações na Justiça já podem resgatar os valores devidos. Após anos de negociações, um acordo assinado entre a Advocacia-Geral da União (AGU), representantes de bancos e associações de defesa do consumidor e de pessoas com poupança encerrará processos sobre perdas financeiras que se arrastam na esfera judicial.

Conforme o pacto estabelece, quem tem direito a até R$ 5 mil receberá o valor à vista e sem desconto. De acordo com o presidente da República, Michel Temer (MDB), a medida injetará de R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões na economia brasileira.

Àqueles com direito a quantia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, será paga uma parcela à vista e duas semestrais, com abatimento de 8%. Para os poupadores que devem receber a partir de R$ 10 mil, haverá uma parte à vista e quatro semestrais, com redução de 14%. Quem aguarda mais de R$ 20 mil terá 19% do valor descontado. A correção para os pagamentos semestrais será feita pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação.

Não será necessário se dirigir ao banco para receber os valores. O pagamento será feito diretamente na conta corrente do poupador ou por depósito judicial. Os honorários serão pagos de maneira direta aos advogados. Para aderir, o interessado deverá acessar um sistema eletrônico. Ele precisará comprovar a existência e o saldo da conta da poupança, por meio de cópia dos extratos bancários do período ou da declaração do Imposto de Renda.

O Metrópoles preparou um guia com as principais informações para quem deseja aderir ao acordo e garantir um trocado extra.

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Editoria de Arte/Metrópoles