“Não fomos nós que cortamos o Censo”, diz Guedes após decisão do STF

Segundo o ministro da Economia, a suspensão foi feita pelo Congresso para evitar que pesquisadores transmitissem a Covid, "de casa em casa"

atualizado 28/04/2021 18:10

Ministro da Economia, Paulo Guedes, da Saúde, Marcelo Queiroga, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e o da Comunicação, Fábio Faria, falam com a imprensa após jantar do presidente Bolsonaro com empresáriosFábio Vieira/Metrópoles

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (28/4) que não é responsável pelo corte de boa parte dos recursos destinados ao Censo de 2021 no Orçamento. Segundo ele, a medida foi tomada pelo Congresso Nacional, para evitar que os pesquisadores transmitissem, “de casa em casa”, o novo coronavírus.

No Orçamento sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na semana passada, o valor destinado para a pesquisa ficou em R$ 53 milhões. Antes, a verba prevista era de R$ 2 bilhões. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse valor inviabiliza até mesmo os preparativos para o levantamento ir a campo no ano que vem.

“Não fomos nós que cortamos o Censo. Quando houve corte no Congresso, a explicação que nos foi dada é de que o isolamento social impediria que as pessoas fossem de casa em casa transmitir o vírus – porque é físico, os pesquisadores vão de casa em casa. Então, me pareceu que essa é uma explicação, vou me informar a respeito”, afirmou o titular da Economia a jornalistas, na porta do ministério.

A declaração foi dada logo após o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar monocraticamente a realização do censo. Por lei, a pesquisa deve ocorrer a cada 10 anos.

“Defiro a liminar, para determinar a adoção de medidas voltadas à realização do Censo, observados os parâmetros preconizados pelo IBGE, no âmbito da própria discricionariedade técnica”, alega o magistrado.

Diante da pandemia da Covid-19, especialistas afirmam que é de extrema importância saber o retrato mais atualizado possível do país, para que o governo possa encontrar as políticas públicas mais eficientes neste momento.

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