Inflação do aluguel acelera em junho e marca 0,59% no mês

O indicador acumula alta de 10,7% nos últimos 12 meses, menor que os 35,75% mensurados no mesmo período em 2021

atualizado 29/06/2022 12:58

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como o indicador da inflação do aluguel, indicou aumento de 0,59% em junho, alta frente ao valor de 0,52% registrado em maio. A inflação registrada nesse índice acumula crescimento de 8,16% no ano e 10,7% nos últimos 12 meses.

Mas os números mostram queda em relação ao ano passado. Como comparação, em junho de 2021, o valor da variação positiva foi de 0,6% no mês e 35,75% no acumulado dos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29/6) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) sobe 0,71% em junho, aumento frente aos 0,35% de maio. Os principais fatores que contribuíram foram Habitação (subiu de -2,57% para 0,65% de maio pra junho) e Vestuário (1,2% para 1,52%). Os outros grupos apresentaram queda.

Sobre itens que caíram, a despesa com etanol se destaca: retrocedeu de 8,14% para -6,25%. Outros produtos que deflacionaram são legumes e hortaliças (caíram de -2,26% para -8,39% de maio para junho) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (de -0,36% para -1,22%).

Também desaceleraram os medicamentos (2,84% para 0,89%), passagens aéreas (18,39% para 13,4% em junho) e serviços bancários (1,02% para 0,25%).

Os principais produtos que puxaram a inflação no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) foram o óleo diesel, que saltou de 3,29% em maio para 6,96% em junho; e os automóveis, de 0,57% para 2,31%. Em compensação, houve redução dos preços do leite in natura: caiu de 7,47% de inflação para 4,4%.

O indicador variou 0,3% em junho, desaceleração frente ao 0,45% de maio.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelera para 2,81% em junho. Em maio, registrava inflação de 1,49%. Todos os três grupos que compõem o indicador apresentaram alta: Materiais e Equipamentos (1,67% para 1,58%), Serviços (0,92% para 0,50%) e Mão de Obra (1,43% para 4,37%).

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