Coronavírus: Correios vão ao STF pedir que agências abram

Empresa vai alegar que serviço deve ser considerado essencial para escapar a ordens de fechamento que estão sendo expedidas nos estados

atualizado 19/03/2020 20:47

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles

Devido a decretos locais, agências dos Correios estão impedidas de abrir em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Brasília e na cidade de São Paulo. Para tentar reverter essas ordens e evitar mais fechamentos por decretos estaduais, a empresa estatal deve ingressar nesta sexta-feira (20/03) com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o serviço que oferece seja considerado essencial e não seja alcançado pela caneta de governadores e prefeitos.

As agências já tomaram precauções devido à pandemia de coronavírus e estão funcionando com contingente reduzido. Os serviços comerciais, como Sedex e envio de cartas e encomendas, foram mantidos, mas as atividades do Museu dos Correios e dos Centros Culturais foram suspensas.

O fechamento, porém, é considerado uma medida drástica pela empresa estatal, que avalia que seus serviços serão fundamentais nesse momento em que mais pessoas estarão em casa e no qual principalmente as comunidades mais distantes podem ficar desassistidas se não puderem enviar e receber encomendas nesse período de calamidade pública.

Esses deverão estar entre os argumentos que a diretoria dos Correios deverá apresentar ao Supremo, com pedido de decisão liminar para reverter os impedimentos que já estão em vigor.

Como medidas de controle que estavam sendo pedidas pelos sindicatos dos funcionários, os Correios também colocaram em trabalho domiciliar por 30 dias empregados que estiveram em viagem ao exterior, gestantes, lactantes e outras pessoas em grupos de risco, como os idosos.

Refeições estão sendo feitas em turnos nas instalações da empresa, que tem cerca de 100 mil empregados no país.

Os sindicatos, aliás, cancelaram uma greve que estava marcada para esta semana por causa do surto de coronavírus.

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