Copom mantém taxa Selic em 2% ao ano, mesmo com pressão inflacionária

A taxa serve de referência para a remuneração de títulos públicos e a captação de recursos dos bancos

atualizado 28/10/2020 18:33

O Banco Central apresentou como será a cédulaFelipe Menezes/Metrópoles

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (28/10), por unanimidade, manter a taxa Selic em 2% ao ano. Esse é o menor patamar desde o início da série histórica, em 1996.

A decisão não seguiu os temores de que a inflação possa seguir acelerando. Em setembro, os preços dos alimentos fizeram a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), disparar.

O índice foi de 0,64%, o maior patamar para o mês desde 2003. No começo de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o período em 25 anos.

A taxa é referência para a remuneração de títulos públicos e a captação de recursos dos bancos.

A Selic é um dos instrumentos usados pelo BC para controlar a inflação. Quando o índice está alto, a autoridade monetária sobe os juros com o objetivo de reduzir o estímulo na atividade econômica, o que diminui o consumo e equilibra os preços.

O Copom se reúne a cada 45 dias para definir a Selic, buscando o cumprimento da meta de inflação, que é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão formado pelo Banco Central e Ministério da Economia.

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