Com PEC dos Precatórios, Bolsa Família vai subir mais de 60%, diz Guedes

De acordo com a equipe econômica, caso o problema não seja resolvido, não será possível turbinar o programa Bolsa Família

atualizado 01/10/2021 13:34

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a enfatizar, nesta sexta-feira (1º/10), a importância da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios para viabilizar a realização de programas sociais. A primeira audiência pública da comissão especial que analisa a PEC nº 23/2021, na Câmara, ocorreu nesta semana e discutiu possíveis estratégias para possibilitar o pagamento de R$ 89,1 bilhões em dívidas da União, sem ultrapassar o teto de gastos públicos.

De acordo com a equipe econômica, caso o problema não seja resolvido, não será possível turbinar o programa Bolsa Família, rebatizado de Auxílio Brasil pelo governo. A promessa é uma das mais fortes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o ano que vem, quando o mandatário do país enfrentará disputa eleitoral.

“Precisamos da PEC dos Precatórios, é o que assegura espaço para programas sociais. Precisamos do Imposto de Renda. Os super-ricos, é claro, que terão de contribuir com o país. Caso o Congresso aprove isso, temos garantido o Bolsa Família subindo mais de 60%, bem mais que subiu combustível”, afirmou o ministro.

Na avaliação do Senado, entretanto, o Congresso aprovou “às pressas” a reforma do Imposto de Renda, que prevê recursos para financiar o programa social do governo.

De acordo com fontes ouvidas pelo Metrópoles, o texto discutido na Casa não passará no Senado tão rápido quanto espera o governo. Guedes pressiona pelo contrário.

“Confio na capacidade de entrega do Congresso. O Congresso não tem falhado e vai continuar apoiando o nosso governo. E, da mesma forma, os ministros do Supremo estão entendendo o erro de origem lá atrás, quando fizeram o teto”, completou.

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