Após derrota na MP do IOF, Haddad vai a audiência no Senado
Nesta terça-feira, o ministro Haddad deve comparecer a uma audiência pública no Senado Federal para esclarecer pontos sobre a isenção do IR

Nesta terça-feira (14/10), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve comparecer a uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal para esclarecer pontos sobre o Projeto de Lei (PL) que trata sobre a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil.
O texto foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados e agora está sendo debatidos por senadores. A medida, segundo o Governo Federal, tem o objetivo de promover a justiça tributária.
A proposta da equipe econômica prevê o aumento na faixa de isenção do IR, saindo de dois salários mínimos e alcançando quem recebe até R$ 5 mil mensais, ou R$ 60 mil anuais. O texto também estabelece que os mais ricos, aqueles que recebem acima de R$ 50 mil mensais, ou R$ 600 mil anuais, terão que pagar uma alíquota mínima de 10% de IR.

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Ver todasA ida do ministro ao Senado acontece uma semana após a derrota do governo na Medida Provisória (MP) alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO texto enviado pelo governo estabelecia uma série de medidas para ampliar a arrecadação, como tributação de títulos isentos, fintechs e bets, no entanto, após não ser votada no plenário da Câmara, a medida perdeu a validade.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Haddad afirmou que a queda da MP foi uma escolha consciente dos parlamentares de tirar direitos dos mais pobres e de proteger os privilegiados. De acordo com ele, o “lobby dos privilegiados” prevaleceu.
“Os direitos do povo são inegociáveis e o futuro do país não será sacrificado em um tabuleiro de interesses menores. A MP dos bilionários, bancos e bets pode ter caído, mas nós seguiremos de pé ao lado do povo brasileiro, defendendo os seus direitos e enfrentando todo e qualquer privilégio que os ameacem”, disse.
No final de setembro, o ministro participou de uma audiência pública na Câmara para tratar sobre as medidas do governo para ajudar os produtores rurais atingidos pela calamidade do Rio Grande do Sul. A sessão durou cerca de 5 horas e foi marcada por bate-bocas entre os parlamentares e ofensas destinadas ao ministro.



