Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Durigan: foco não é sanha arrecadatória, mas equilíbrio do orçamento

O secretário-executivo Dario Durigan reforçou que, se for preciso, um novo bloqueio e contingenciamento será feito no Orçamento do país

02/09/2024 13:24, atualizado 02/09/2024 13:45
Compartilhar notícia
Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Dario Durigan foco

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta segunda-feira (2/9), que o foco da equipe econômica do governo Lula (PT) não é a “sanha arrecadatória”, mas sim “equilibrar o orçamento do país”.

A declaração foi dada durante coletiva para detalhar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, entregue ao Congresso Nacional na última sexta-feira (30/8).

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“O nosso foco não é nem a sanha arrecadatória, o nosso foco é equilibrar o orçamento do país. Esse é o grande norte. E se for preciso fazer revisão de gastos, nós vamos fazer, como já começamos a fazer. Nós vamos bloquear e contingenciar o orçamento como já fizemos”, disse.

Durigan completou: “Nós vamos atrás de quem não paga tributo direito no país. Nós não vamos deixar de fazer isso também. Porque isso é devido ao nosso país. O nosso país é um país de muita desigualdade, que se reflete em desigualdade tributária”.

Carga tributária e receitas com limites

O secretário executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Gustavo José de Guimarães, ressaltou que a equipe econômica “não está almejando que a carga tributária e as receitas cresçam indefinidamente”.

Ele reforçou que o governo pretende chegar a um equilíbrio e, com isso, passar a trabalhar com as despesas.

“A gente imagina, que fazendo esse equilíbrio, a gente precisa de fato atuar nas despesas. Para que, de novo, por isso que vai ser importante a revisão de gastos no sentido amplo, a política pública seja eficiente e a gente não precise de mais gastos”, pontuou Guimarães.

O braço direito da ministra Simone Tebet ressaltou que uma revisão mais profunda dos gastos públicos necessitará do apoio do Congresso Nacional e da sociedade brasileira.