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Brasil

Durigan cita "anarquia regulatória" e critica bets: "Não gosto"

Ministro da Fazenda criticou atuação do governo anterior na regulação da economia, associando-a a problemas enfrentados atualmente

21/08/2026 10:41, atualizado 21/08/2026 11:04
Washington Costa/MF
Dario Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez críticas ao governo anterior ao dizer que houve uma “anarquia regulatória” na economia, em especial em relação às empresas de apostas e às fintechs. Para Durigan, a falta de uma regulação rígida tem trazido prejuízos para o país.

“A gente olha a situação de fintech, a situação da desregulação que foi feita, e depois a gente vê o que acontece com Banco Master, com Reag, dentro da Operação Carbono Oculto, a gente vê o quanto essa anarquia regulatória promovida pelo governo anterior e Banco Central anterior causou no país”, afirmou Durigan em entrevista à rádio Metrópole da Bahia.

A Operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Receita Federal, pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal (PF), em agosto do ano passado, para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal do Primeiro Comando da Capital (PCC) que envolvia a atuação de fintechs.

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No atual mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), houve um aperto na regulação das fintechs. Uma das medidas foi o enquadramento delas como instituições de pagamento pela Receita Federal. Fintechs são empresas que criam modelos para o mercado financeiro por meio do uso de tecnologias.

Em relação às empresas de apostas, Durigan se posicionou claramente contra a existência delas no país.

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“A minha posição em relação ao jogo é bastante diferente desse ex-ministro da economia [Paulo Guedes] que você mencionou. Nós temos de ter cuidado com a nossa população e não deixar as coisas correrem soltas como ele defendia e fez muitas vezes. (…) E esse debate passa pelo jogo. Por isso que a minha posição é contrária ao jogo. Não gosto do jogo”, frisou.

Juros altos

Ainda na entrevista desta sexta, o ministro da Fazenda atacou os juros altos no país. Ele citou, por exemplo, a taxa cobrada no cartão de crédito.

A modalidade rotativa dos cartões bateram 442,4% ao ano, conforme o relatório “Estatísticas monetárias e de crédito”, do Banco Central (BC), divulgado em 30 de julho.

“Os juros altos trazem empecilho para as pessoas. Os juros do cartão de crédito são absurdos, abusivos. Os juros que as pessoas pagam no crediário, muitas vezes para as fintechs, são juros que têm de ser tratados”, destacou.