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Apuração pelo Brasil

Manoela Alcântara

Moraes arquiva investigação contra Do Val, Allan dos Santos e Eustáquio

PGR apontou falta de provas para denunciar os investigados pelos crimes atribuídos pela Polícia Federal

06/10/2026 17:08, atualizado 06/10/2026 17:25
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Moraes arquiva investigação contra Do Val, Allan dos Santos e Eustáquio

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma investigação contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo D’Ávila Mello Raposo por suspeitas de obstrução de investigações e incitação ao crime.

Os quatro haviam sido indiciados pela Polícia Federal (PF) em agosto de 2025. Os investigadores apuraram uma campanha de exposição e intimidação virtual contra integrantes da PF e do Supremo envolvidos em investigações que tramitavam na Corte.

Moraes, em decisão sigilosa proferida em 4 de setembro, acolheu um pedido de arquivamento apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para o órgão, as provas reunidas não eram suficientes para responsabilizar os investigados pelos crimes apontados pela PF.

“Assim, tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal não cabe ação privada subsidiária, ou a título originário (CPP, art. 29; CF, art. 5º, LIX), sendo essa manifestação irretratável, salvo no surgimento de novas provas. Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, escreveu o ministro.

Segundo a PGR, a investigação analisou postagens em redes sociais, registros telefônicos, conversas privadas, dados fiscais e financeiros e depoimentos.

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O material apontou, segundo a Procuradoria, uma intenção de Allan, Oswaldo e Marcos do Val de atacar a reputação de agentes ligados às investigações conduzidas no STF.

A manifestação destacou especialmente ataques contra o delegado da PF Fábio Alvarez Shor. De acordo com a PGR, publicações expuseram o policial e integrantes de sua família com o objetivo de atingir sua honra em represália à atuação nas investigações.

Apesar disso, a Procuradoria concluiu que as provas não demonstraram que os investigados se organizaram para incentivar crimes contra os agentes públicos ou atrapalhar as investigações do STF.