Durigan: reciprocidade não atrapalhará negociação do Brasil com os EUA
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia que a reciprocidade pode até ajudar no diálogo entre Brasil e Estados Unidos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (19/8) que a possível aplicação da Lei de Reciprocidade não deve atrapalhar as negociações com os Estados Unidos (EUA).
De acordo com ele, a medida pode até ajudar no diálogo entre os países, já que o governo seguirá tendo muita cautela no processo e deve ouvir todos os setores envolvidos.
“A disposição por negociação é completa do nosso lado, toda oportunidade que nós temos, nós temos feito esse gesto de falar, o próprio presidente Lula disse que falaria com o presidente [dos EUA, Donald] Trump e estamos sempre muito prontos”, afirmou.

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Ver todasNa semana passada, o governo brasileiro deu início a um processo para avaliar a adoção de medidas de reciprocidade contra a tarifa de 37,5% impostas pelos EUA. Com isso, o Brasil solicitou a abertura de consultas diplomáticas com o governo norte-americano.
“O governo brasileiro informa que deu início à análise de pleito ordinário de enquadramento, sob a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), das medidas unilaterais adotadas pelo governo dos Estados Unidos da América no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio daquele país. Nesta data, 13/8/2026, seguindo o rito previsto no Decreto nº 12.551, de 2025, a Secretaria-Executiva da Camex compartilhou o pleito com os demais membros do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex)”, informou em nota.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA abertura do processo, no entanto, não representa a aplicação imediata de novas tarifas pelo Brasil. Nesta primeira etapa, o governo pretende realizar consultas com Washington para tentar reduzir ou eliminar os efeitos das medidas norte-americanas e das eventuais contramedidas previstas na legislação brasileira.
A lei foi aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e prevê ações que o Brasil pode tomar caso um país parceiro opte por medidas que prejudicam as exportações brasileiras sem uma justificativa plausível.



