Doria nega fechamento de comércio em São Paulo após as eleições

Governador de São Paulo grava vídeo para desmentir fake news usada para "prejudicar a sua gestão ou interferir nas eleições municipais"

atualizado 13/11/2020 20:41

bruno covas e doria palacio sao paulo covid coronavirus12Fábio Vieira/Especial Metrópoles

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), gravou um vídeo, divulgado por sua assessoria, para afirmar que o comércio não será fechado depois das eleições. Segundo Doria, trata-se de uma “fake news” na tentativa de prejudicar a sua gestão ou interferir nas eleições na capital.

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O governador diz ainda que a sua gestão segue a pauta da ciência e da medicina. “É a saúde que determina o que devemos fazer aqui, não é a política. Nós não agimos por pressão política ou por outros interesses. O meu repúdio aos que espalham esse tipo de mentira na tentativa de prejudicar a nossa gestão ou fazer um golpezinho às vésperas da eleição”, afirma no vídeo, publicado também nas redes sociais.

Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, o candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos) tem criticado as medidas de isolamento adotadas na cidade e no estado. Em 5 de novembro, ele chegou a afirmar que o adversário Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição, “vai fechar tudo de novo, só passar a eleição”, usando como desculpa uma segunda onda de contágios.

“Se eu estivesse na administração, 40 dias depois do início da pandemia eu teria começado a abrir a economia pra evitar que tivesse a massa de desempregados que tem”, discursou Russomanno em entrevista ao canal de Alessandro Santana, um youtuber de tendências bolsonaristas.

Em queda nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do Republicanos decidiu, na reta final do primeiro turno, alinhar cada vez mais o seu discurso ao do presidente Bolsonaro, que tem Doria como possível adversário na disputa presidencial em 2022.

Com 14% das intenções de votos, segundo o Datafolha, Russomanno está tecnicamente empatado com Guilherme Boulos (PSol), com 16%, e Márcio França (PSB), com 12%, na briga para uma vaga no segundo turno das eleições em São Paulo. Covas lidera com 32% na preferência do eleitor.

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