“Me perseguem porque sou aliado do Bolsonaro”, reclama Russomanno em SP

Republicano continua a negar queda em pesquisas, mas se encontra em terceiro lugar numericamente nos últimos levantamentos em São Paulo

atualizado 12/11/2020 13:07

Bruno Cirillo/Especial para o Metrópoles

São Paulo – Celso Russomanno (Republicanos) chegou meia hora atrasado para a caminhada com lideranças da comunidade de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (12/11). Os porta-bandeiras o esperavam com o jingle da campanha, um funk repetitivo, numa avenida da maior favela da cidade.

É a reta final de uma campanha dura para o deputado federal, que disputa o cargo de prefeito pela terceira vez seguida, ainda sem ter chegado ao segundo turno.

“Nós estamos acompanhando as pesquisas. Estamos acompanhando os trackings nas periferias. Eu estou muito forte nas periferias. Então, vamos abrir as urnas no domingo e discutir. A gente está no segundo turno. A gente tem consciência disso”, insistiu o candidato.

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Russomanno entrou na Justiça e conseguiu suspender por dois dias, a divulgação do último Datafolha, pesquisa na qual figurava com 14% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Guilherme Boulos (PSol), que apareceu com 16%, e com Márcio França (PSB), que ficou com 12%. No entanto, a divulgação foi liberada na noite de ontem, mostrando que a tendência de derretimento do candidato segue.

Outra pesquisa

Em pesquisa divulgada hoje pela XP Investimentos nesta quinta (12/11), Russomanno tem 12% enquanto Boulos chegou a 15%, mas continua a negar a queda, que indica um segundo turno entre o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), e o psolista.

“Não é a pesquisa que eu questiono. Eu questiono a metodologia”, justificou-se o deputado. “Os trackings nossos estão mais fortes onde somos mais fortes, que é na periferia, onde a Folha não apurou”, argumentou.

Questionado sobre a relação de proximidade com o presidente Jair Bolsonaro, Russomanno disse que São Paulo precisa do governo federal para renegociar a dívida da cidade. “Para investir em comunidades como Heliópolis, a gente precisa de investimento. E o governo federal pode fazer investimento”, declarou.

“Nós temos dinheiro do governo federal vindo aqui o tempo inteiro e só querem falar mal do Bolsonaro?”, questionou. “Vocês perseguem o presidente Bolsonaro, isso não se faz. Vocês estão me perseguindo porque sou aliado dele”, afirmou.

Comunidade

O presidente do Instituto Social Minha Heliópolis, Maksuel José Costa, 37, conta que a maior favela de São Paulo tem um milhão de metros quadrados construídos de conjuntos habitacionais (Cohab). São 65 mil famílias, ou 240 mil pessoas vivendo na região.

“O maior problema aqui é construção. As pessoas precisam de crédito para construir. Como ele tem apoio do presidente Bolsonaro, pode ajudar com a Caixa Econômica Federal”, disse Maksuel, que pediu medidas de regularização fundiária e crédito para construção civil ao candidato do Republicanos.

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