Russomanno ataca Boulos com acusação sobre empresa fantasma; psolista nega

Campanha de Boulos respondeu que empresa não está no endereço porque trabalha em home office na pandemia

atualizado 11/11/2020 12:31

Fábio Vieira/Especial para o Metrópoles

São Paulo – O candidato Guilherme Boulos, do PSol, é um dos principais alvos de ataques dos adversários em debate promovido pela Folha de S.Paulo e pelo UOL na reta final da campanha pela prefeitura da capital paulista. Ultrapassado numericamente pelo psolista na última pesquisa Ibope, o candidato Celso Russomanno (Republicanos) usou parte do tempo para acusar Boulos de usar empresas presumivelmente fantasmas na campanha.

“Está na prestação de contas do Boulos a empresa Filmes de Vagabundo ltda. Uma reportagem mostrou que essa empresa levou dinheiro público e não se encontra no local, no endereço. Ninguém sabe onde está a empresa, como gastou dinheiro público lá?”, questionou Russomanno.

Sem responder diretamente, o candidato do PSol chamou a acusação de “pegadinha de debate” e questionou que reportagem fez a acusação, dizendo que Russomanno precisa se decidir se é repórter de TV ou candidato a prefeito. Russomanno disse apenas que divulgou a reportagem nas redes sociais.

A campanha de Boulos divulgou então uma nota para dizer que a Filmes de Vagabundo e outra empresa citada por  Russomanno não estão nos endereços porque migraram para o home office por segurança sanitária durante a pandemia de coronavírus, mas que prestaram o serviço e “estão abertas para qualquer esclarecimento”.

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Veja a íntegra da defesa do psolista, que chamou a atenção para o fato de a denúncia ter sido feita pelo jornalista Oswaldo Eustáquio, notório influenciador digital bolsonarista, que é alvo de inquéritos no STF sobre a propagação de notícias falsas e organização de atos anti-democráticos, tendo sido inclusive preso no curso das investigações.

No mesmo debate, na manhã desta quarta-feira (11/11), Russomanno disse que só entrou na Justiça contra a divulgação de pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto porque há erros na metodologia.

“Acho importante fazer pesquisas, desde que não desviem do texto da lei”, argumentou ele, que conseguiu liminar bloqueando a divulgação dos números. “E a pesquisa no sábado tem os mesmos vícios”, acusou ainda, sobre o levantamento do Ibope que confirmou o derretimento do candidato do Republicanos nas últimas semanas, saindo do primeiro lugar para uma posição de ameaça da presença no segundo turno. O Datafolha recorreu e espera decisão de segunda instância.

O primeiro turno das eleições municipais ocorre no próximo domingo, dia 15 de novembro.

Veja a íntegra do debate:

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