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Brasil

Desenrola: bancos passam R$ 5,7 bilhões de dinheiro esquecido ao FGO

Recursos não resgatados serão usados como garantia para ampliar crédito e reforçar o programa Desenrola

27/05/2026 16:59
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Imagem colorida de foto da fachada do Ministério da Fazenda

As instituições financeiras já transferiram R$ 5,7 bilhões em recursos não resgatados por clientes ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), segundo informou o Ministério da Fazenda nesta quarta-feira (27/5). O montante faz parte da estratégia do governo para reforçar o programa de renegociação de dívidas Desenrola.

Os valores correspondem ao chamado “dinheiro esquecido” em contas bancárias e outras instituições financeiras, que permaneciam nas tesourarias do sistema financeiro. A expectativa do governo é mobilizar até R$ 8 bilhões desses recursos para o fundo.

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Segundo o governo, o dinheiro será usado como garantia para operações de crédito no âmbito do novo programa de renegociação do governo, cobrindo eventuais casos de inadimplência.

A medida busca ampliar a capacidade de concessão de empréstimos com desconto para pessoas endividadas, principal objetivo da nova fase do programa.

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O modelo prevê ainda que uma parcela dos recursos permaneça reservada para eventuais pedidos de resgate pelos titulares. Pelas regras, cerca de 10% do total transferido ficará separado justamente para atender clientes que comprovarem direito aos valores.

Dados do Banco Central (BC) mostram que ainda há cerca de R$ 10,6 bilhões em valores a receber no sistema financeiro, distribuídos entre milhões de pessoas físicas e empresas.

A transferência dos recursos ao FGO foi determinada por portaria editada no início de maio, como parte do pacote que reestruturou o Desenrola.

O programa, relançado neste ano, busca ampliar o alcance da renegociação de dívidas e estimular o crédito em meio ao elevado nível de inadimplência das famílias.

A utilização do dinheiro esquecido é vista pela equipe econômica como uma forma de financiar políticas de crédito sem impacto direto sobre o Orçamento, ao deslocar recursos que estavam parados no sistema financeiro para uma finalidade ativa na economia.