Deputados denunciam crise na rede estadual de saúde em Pernambuco. Veja vídeo

Segundo os parlamentares, as fiscalizações mostram cenários de superlotação, precarização estrutural e sobrecarga extrema nos atendimentos

atualizado

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Deputados estaduais da oposição no Pernambuco denunciaram, nessa segunda-feira (25/5), que a redução de leitos hospitalares e a “retirada” de cerca de R$ 1,5 bilhão dos investimentos em saúde estão entre as principais causas da crise enfrentada pelos hospitais públicos do estado. A denúncia ganhou força após fiscalizações realizadas em unidades da rede estadual.

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Moradores ficam em corredores devido superlotação
Leitos cheios em hospital de Pernambuco
Deputados estaduais da oposição denunciam redução de leitos hospitalares
Superlotação em hospitais de Pernambuco
Hospitais cheios em Pernambuco
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Deputados estaduais da oposição denunciam redução de leitos hospitalares
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Deputados estaduais da oposição denunciam redução de leitos hospitalares

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Superlotação em hospitais de Pernambuco
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As fiscalizações ocorreram no Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas, Hospital Getúlio Vargas e Hospital Agamenon Magalhães, no Recife.

Segundo os deputados, que visitaram os locais, foram encontrados corredores lotados, pacientes acomodados em macas improvisadas, demora no atendimento, estruturas deterioradas, infiltrações, problemas de manutenção e equipes trabalhando sob forte pressão.

De acordo com os parlamentares, os investimentos estaduais em saúde caíram, de forma proposital, passando de 18,8% da receita corrente líquida do estado, em 2022, para 15,7%, em 2024, representando o valor de R$ 1,5 bilhão a menos destinados ao setor.

O líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e presidente da Comissão de Saúde, deputado Sileno Guedes (PSB), declarou que o cenário é consequência do aumento da demanda hospitalar.

“Esse colapso é resultado direto da redução da capacidade de atendimento da rede pública estadual, provocada pelo fechamento de leitos e pela diminuição dos investimentos na saúde ao longo dos últimos anos”, afirma Sileno Guedes.

Segundo Guedes, houve a redução de 17% nos investimentos destinados às principais unidades hospitalares da rede estadual.

A denúncia relata que entre 2023 e maio de 2026, R$ 913,9 milhões foram gastos pelo governo com ações como construção, ampliação, reforma e equipagem de unidades. Além de valores milionários em comunicação e marketing e na realização de festividades.

“Essa combinação entre menos recursos e menor capacidade hospitalar vem produzindo um ambiente de colapso progressivo nas maiores emergências públicas do estado. O Governo Raquel Lyra tem demonstrado quais são suas prioridades, e elas não são, definitivamente, a saúde “, diz o deputado.

O Metrópoles entrou em contato com o governo de Pernambuco, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem, O espaço segue aberto para manifestação.

Problemas estruturais

Uma das denúncias é citado no Hospital da Restauração que, após o governo do estado divulgar ações de revitalização da fachada da unidade, parte do teto do hospital desabou.

Além disso, no Hospital Agamenon Magalhães, o governo lançou uma licitação de R$ 15 milhões para recuperação da fachada em meio ao aumento das denúncias sobre a situação da unidade. De acordo com os deputados, durante as visitas de fiscalização, foram encontrados diversos problemas estruturais e operacionais.

Disputa ao governo

As críticas ocorrem em um momento acirrado no cenário político em Pernambuco para as eleições de 2026. Levantamento recente da Quaest indicam uma disputa apertada entre o ex-prefeito  de Recife (PE) João Campos (PSB) e a atual governadora Raquel Lyra (PSD).

Na pesquisa divulgada em abril, João Campos liderava as projeções de primeiro e segundo turnos contra Raquel Lyra.

Dados do 1º turno:

  • João Campos (PSB): 42%
  • Raquel Lyra (PSD): 34%

Na simulação de segundo turno, Campos mantinha a vantagem:

  • João Campos: 46%
  • Raquel Lyra: 38%

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