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Brasil

Deputados denunciam crise na rede estadual de saúde em Pernambuco.

Segundo os parlamentares, as fiscalizações mostram cenários de superlotação, precarização estrutural e sobrecarga extrema nos atendimentos

26/05/2026 13:27, atualizado 26/05/2026 20:56
Material enviado ao Metrópoles
Superlotação em hospitais de Pernambuco

Deputados estaduais da oposição no Pernambuco denunciaram, nessa segunda-feira (25/5), que a redução de leitos hospitalares e a “retirada” de cerca de R$ 1,5 bilhão dos investimentos em saúde estão entre as principais causas da crise enfrentada pelos hospitais públicos do estado. A denúncia ganhou força após fiscalizações realizadas em unidades da rede estadual.

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Moradores ficam em corredores devido superlotação
Leitos cheios em hospital de Pernambuco
Deputados estaduais da oposição denunciam redução de leitos hospitalares
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Hospitais cheios em Pernambuco
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Deputados estaduais da oposição denunciam redução de leitos hospitalares
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Deputados estaduais da oposição denunciam redução de leitos hospitalares

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As fiscalizações ocorreram no Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas, Hospital Getúlio Vargas e Hospital Agamenon Magalhães, no Recife.

Segundo os deputados, que visitaram os locais, foram encontrados corredores lotados, pacientes acomodados em macas improvisadas, demora no atendimento, estruturas deterioradas, infiltrações, problemas de manutenção e equipes trabalhando sob forte pressão.

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De acordo com os parlamentares, os investimentos estaduais em saúde caíram, de forma proposital, passando de 18,8% da receita corrente líquida do estado, em 2022, para 15,7%, em 2024, representando o valor de R$ 1,5 bilhão a menos destinados ao setor.

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O líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e presidente da Comissão de Saúde, deputado Sileno Guedes (PSB), declarou que o cenário é consequência do aumento da demanda hospitalar.

“Esse colapso é resultado direto da redução da capacidade de atendimento da rede pública estadual, provocada pelo fechamento de leitos e pela diminuição dos investimentos na saúde ao longo dos últimos anos”, afirma Sileno Guedes.

Segundo Guedes, houve a redução de 17% nos investimentos destinados às principais unidades hospitalares da rede estadual.

A denúncia relata que entre 2023 e maio de 2026, R$ 913,9 milhões foram gastos pelo governo com ações como construção, ampliação, reforma e equipagem de unidades. Além de valores milionários em comunicação e marketing e na realização de festividades.

“Essa combinação entre menos recursos e menor capacidade hospitalar vem produzindo um ambiente de colapso progressivo nas maiores emergências públicas do estado. O Governo Raquel Lyra tem demonstrado quais são suas prioridades, e elas não são, definitivamente, a saúde “, diz o deputado.

Problemas estruturais

Uma das denúncias é citado no Hospital da Restauração que, após o governo do estado divulgar ações de revitalização da fachada da unidade, parte do teto do hospital desabou.

Além disso, no Hospital Agamenon Magalhães, o governo lançou uma licitação de R$ 15 milhões para recuperação da fachada em meio ao aumento das denúncias sobre a situação da unidade. De acordo com os deputados, durante as visitas de fiscalização, foram encontrados diversos problemas estruturais e operacionais.

Resposta

Em nota encaminhada ao Metrópoles, a Secretaria de Saúde de Pernambuco alega que o Estado tem feito investimentos no setor. “Entre 2022 e 2025, o orçamento total executado na área saltou de R$ 8,67 bilhões para R$ 11,42 bilhões, gerando um crescimento real de R$ 2,74 bilhões (+31,6%) no atendimento à população”, diz.

Além disso, o governo explica que não há redução de leitos permanentes desde 2023. “Ressalta-se que para os hospitais mencionados (Jesus Nazareno e retaguarda de neurologia), foram abertos leitos na mesma quantidade e perfil, garantindo a substituição, sem repercussão no número total de leitos na rede”, ressalta.

A secretaria também informa que foram abertos 670 novos leitos hospitalares definitivos. Outro ponto destacado é a execução do primeiro contrato de manutenção preventiva e corretiva de Pernambuco, com o investimento imediato de R$ 328,8 milhões em obras.

“O Governo de Pernambuco segue focado em descentralizar a saúde, fortalecer o SUS e garantir um atendimento digno e humanizado no interior e na Região Metropolitana”, acrescenta.

Disputa ao governo

As críticas ocorrem em um momento acirrado no cenário político em Pernambuco para as eleições de 2026. Levantamento recente da Quaest indicam uma disputa apertada entre o ex-prefeito  de Recife (PE) João Campos (PSB) e a atual governadora Raquel Lyra (PSD).

Na pesquisa divulgada em abril, João Campos liderava as projeções de primeiro e segundo turnos contra Raquel Lyra.

Dados do 1º turno:

  • João Campos (PSB): 42%
  • Raquel Lyra (PSD): 34%

Na simulação de segundo turno, Campos mantinha a vantagem:

  • João Campos: 46%
  • Raquel Lyra: 38%