MG entra em alerta após pico de doenças respiratórias e amplia leitos
Estado registra média de 70 internações por dia por síndrome respiratória, e pico de atendimentos é esperado para as próximas quatro semanas
atualizado
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Belo Horizonte — Minas Gerais entrou em alerta diante do aumento de casos de doenças respiratórias e já registra, em 2026, média diária de 70 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). A pressão sobre a rede de saúde deve crescer nas próximas quatro semanas, período em que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) prevê o pico da sazonalidade dessas doenças.
Segundo informe situacional divulgado pela SES-MG em 1º de abril, o estado contabiliza 6.189 notificações de síndrome respiratória neste ano, com 295 óbitos. Entre os casos com identificação viral, já são 323 notificações por Covid-19, 250 por influenza e 120 por vírus sincicial respiratório (VSR).
Diante do avanço dos casos, o governo mineiro ativou uma Sala de Monitoramento dos vírus respiratórios para acompanhar, em tempo real, internações, notificações e ocupação de leitos. A estratégia, segundo a secretaria, é busca acelerar decisões como abertura de vagas hospitalares e reorganização da rede assistencial.
Novos leitos
Na rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), unidades como o Hospital João Paulo II, o Júlia Kubitschek e o Eduardo de Menezes já operam com capacidade ampliada e podem abrir novos leitos de terapia intensiva conforme a demanda.
Para reforçar a assistência durante o período sazonal, o estado informou investimento de R$ 15 milhões nessas unidades, incluindo a Maternidade Odete Valadares.
Além da expansão da estrutura hospitalar, a secretaria informou ter reforçado a vigilância epidemiológica e iniciado a distribuição de doses da vacina contra a influenza. O informe aponta o recebimento e a distribuição de 640 mil doses em 21 de março, mais 872 mil em 27 de março e outras 72 mil em 30 de março. O dia “D” da mobilização da campanha de vacinação está marcado para 11 de abril.
O cenário acende sinal de atenção principalmente para crianças e idosos, públicos mais vulneráveis às complicações de vírus respiratórios neste período do ano. A expectativa do governo é conter o agravamento dos casos com ampliação da assistência, monitoramento contínuo e avanço da vacinação nas próximas semanas.
