Depoimentos de delegados reforçam suposta interferência de Bolsonaro na PF

As falas dos delegados Carlos Henrique Oliveira e Alexandre Saraiva registram momentos em que o presidente teria interferido na instituição

atualizado 14/05/2020 12:55

Divulgação/PF

Depoimentos concedidos à Polícia Federal nessa terça-feira (12/05) reforçam a tese de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria tentado interferir na Polícia Federal (PF). De acordo com o delegado Carlos Henrique Oliveira, da superintendência do Rio de Janeiro, o senador e filho do mandatário, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), é investigado pela instituição local. As informações são de O Globo.

Além disso, o delegado Alexandre Saraiva contou, em depoimento, que foi sondado pelo chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, para assumir o comando local.

O depoimento de Oliveira vai em contradição à fala do presidente na segunda-feira (11/05), em que afirmou que nenhum filho é investigado pela polícia. De acordo com o jornal O Globo, o inquérito contra o senador teve arquivamento requerido pela PF.

Carlos deixou a superintendência no início de maio e teve cadeira substituída por Tácio Muzzi. A indicação de Bolsonaro ao comando da PF do Rio foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado.

A instituição ainda analisa o vídeo de reunião ministerial do dia 22 de abril, quando Bolsonaro supostamente teria ameaçado o ex-ministro Sergio Moro, caso não mudasse o comando da PF. O  encontro foi citado em depoimento do ex-juiz ao fazer as primeiras acusações contra o presidente, assim que deixou o cargo no governo federal. 

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