Defesa de Rodrigo Bacellar diz desconhecer motivos de nova prisão
Ex-presidente da Alerj voltou a ser preso, nesta sexta-feira (27/3), por vazamento de informações sigilosas
atualizado
Compartilhar notícia

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar voltou a ser preso, nesta sexta-feira (27/3), pela Polícia Federal. Em nota, os advogados do ex-deputado estadual afirmam que vão recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”, diz nota.
No momento da prisão, Rodrigo Bacellar estava em casa, em Teresópolis (RJ). A PF cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, expedidos pelo STF. O ex-presidente da Alerj foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro.
Segundo a PF, o investigado responde pelo vazamento de informações sigilosas, com resultado em obstrução das apurações da Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025.
Bacellar havia sido preso em dezembro, após uma investigação que apurava supostos vazamentos de dados de uma operação contra o Comando Vermelho (CV). A nova prisão faz parte da Operação Unha e Carne III, relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas), que, dentre outras diligências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.
Após as formalidades do cumprimento das medidas, o ex-parlamentar será encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.
