Debate esvaziado é palco de críticas a líderes nas pesquisas em São Paulo

Covas, Russomano, França e Boulos faltaram à programação da Rede ConecTV; candidatos "menores" apresentaram suas propostas

atualizado 26/10/2020 23:00

São Paulo – O debate exibido na Rede Conect TV nesta noite de segunda-feira (26/10) foi marcado por críticas dos candidatos com menos intenções de voto contra a ausência do atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), e de seus três principais adversários neste momento da corrida eleitoral, Celso Russomano (Republicanos), Guilherme Boulos (PSol) e Márcio França (PSB).

“O prefeito e Russomano fugiram do debate”, disse Jilmar Tatto (PT). “O prefeito não veio porque não tem o que dizer”, endossou Andrea Matarazzo (PSD). Ao lado deles, participaram do debate Joice Hasselman (PSL), Arthur do Val (Patriota), Marina Helou (Rede) e Orlando Silva (PCdoB), que comentaram seus planos de governo.

Joice respondeu à primeira pergunta dizendo que vai “acabar com a Cracolândia”. “Não acabou ainda porque os gestores têm medo. O PCC bate o pé”, disse ela, propondo um trabalho conjunto das prefeituras com igrejas para “solucionar” o problema de saúde pública. “Para quem já perdeu a batalha para o crack, quem mataria por uma pedra, é internação compulsória”, acrescentou.

Questionado sobre a segurança pública, Arthur do Val, o “Mamãe Falei”, defendeu maior autonomia à GCM: “O Covas proibiu a Guarda Municipal de dar mata-leão em vagabundo”, afirmou. “Vamos transformar a GCM em polícia municipal”, completou – embora os municípios não possam ter polícias pela atual Constituição brasileira.

Matarazzo comentou a situação do transporte público, mencionando as empresas que controlam os serviços municipais. “O transporte precisa atender à população. As empresas precisas estar a serviço das pessoas, e não as pessoas a serviço das empresas”, declarou. Além disso, defendeu a regularização fundiária de imóveis na cidade para “levar os empregos para perto de onde as pessoas moram”.

Tatto também foi questionado sobre o transporte público, em relação ao preço das passagens e programas como o Bilhete Único. “Quero retomar o Passe Livre, que o Covas e o Doria tiraram. E o Bilhete Único, que foi reduzido de quatro para duas horas”, respondeu.

Helou defendeu a valorização de políticas públicas voltadas para a habitação. “Em relação aos sem-teto, o orçamento caiu e a população de rua cresceu”, disse ela. “Vamos priorizar as pessoas de maior vulnerabilidade, inclusive na área de habitação social. Precisamos olhar para a periferia e garantir habitação popular.”

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