CPMI do INSS ouve empresário preso por esquema de descontos ilegais

Sandro Temer de Oliveira é ligado à AAPPS Universo e à APDAP Prev), que serviriam para efetuar descontos mensais compulsórios e fraudulentos

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida, parlamentares na abertura da CPMI do INSS - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) toma, nesta a segunda-feira (1º/12), às 16h, o depoimento de Sandro Temer de Oliveira, empresário ligado a duas associações apontadas como integrantes do esquema de descontos ilegais contra aposentados e pensionistas. Ele foi preso pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto.

Sandro foi convocado por requerimentos dos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Alessandro Vieira (MDB-SE). De acordo com eles, as associações distribuíram o dinheiro roubado para empresas em nome de laranjas.


Fraudes no INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.


Segundo Izalci, Sandro Temer e seu sócio, Alexsandro Prado Santos, controlavam duas associações sediadas em Sergipe: Universo Associação dos Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral da Previdência Social (AAPPS Universo) e Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas (APDAP Prev). Ambas serviriam para efetuar descontos mensais compulsórios e fraudulentos.

A CPMI ainda poderá ouvir nesta segunda o ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS Jucimar Fonseca da Silva. Ele foi alvo de 11 requerimentos de convocação. Um deles foi proposto por Izalci. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também apresentou requerimento para a convocação do ex-coordenador.

Com informações da Agência Senado.

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