CPMI do INSS volta aos trabalhos com confusão generalizada
Bate-boca durou cerca de 10 minutos e só teve fim após Viana ameaçar mutar os microfones
atualizado
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A sessão desta quinta-feira (27/11) da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se iniciou com uma confusão generalizada entre os parlamentares. O tumulto começou após o presidente da Comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sugerir um acordo em relação ao adiamento de requerimentos que seriam votados, em especial o que pede a convocação do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias.
Após isso, o deputado Zé Trovão (PL-SC) fez o seguinte questionamento aos colegas: “Já que estamos retirando a convocação de Messias, está afirmado pela esquerda, pelo PT e pelos partidos de centro, que semana que vem, na próxima quinta, vocês vão votar pela convocação ou estão fazendo balela aqui?”.
A briga durou por volta de 10 minutos e só teve fim após Viana pedir para que os parlamentares retomassem o decoro e ameaçar mutar os microfones. Após isso, a sessão foi retomada normalmente.
Farra do INSS
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Diante da pergunta do parlamentar, iniciou-se uma série de gritos vindos da base e da oposição do governo, juntos, ofendendo-se entre si. Nomes de figuras como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram citados em meio aos gritos e palavrões.
