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Andreza Matais

CPMI do INSS vira primeiro teste para nome de Messias no Senado

Votação antecipa a tendência de votos no Senado, revelando a força da ala de Alcolumbre e da bancada evangélica contra o indicado de Lula

27/11/2025 05:00
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Reprodução/Ricardo Stuckert
Messias e Lula

O indicado de Lula ao Supremo, Jorge Messias, passará nesta quinta-feira por um primeiro teste para aferir a força de sua candidatura à vaga.

A CPMI do INSS votará um requerimento para chamá-lo a depor.

Todos estão atentos ao comportamento da “bancada” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A tendência é que votem em peso pela convocação — um indicativo de que Messias enfrentará grande resistência para se viabilizar.

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Messias foi anunciado por Lula em novembro de 2025, mas a indicação só foi protocolada no começo de abril de 2026.
A CPMI do INSS no Congresso tomou depoimento de Eric Fidelis
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A CPMI do INSS no Congresso tomou depoimento de Eric Fidelis

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Messias foi anunciado por Lula em novembro de 2025, mas a indicação só foi protocolada no começo de abril de 2026.
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Messias foi anunciado por Lula em novembro de 2025, mas a indicação só foi protocolada no começo de abril de 2026.

Reprodução / Redes sociais

Ser chamado por uma CPMI significa colocá-lo diante de um grupo de senadores dispostos a desgastá-lo. O pedido é para que explique por que não tomou providências diante das informações sobre o esquema que desviou recursos de aposentados do INSS, o que nega. As investigações foram iniciadas no governo Lula numa força tarefa da CGU, AGU e Polícia Federal.

A bancada evangélica também deve deixar claro de que lado ficará. Messias conta com votos de integrantes da igreja para avançar, mas o grupo tem enfatizado que ele não foi indicado por ser evangélico, como no caso de André Mendonça, apresentado por Jair Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”, por ser um “faz tudo” de Lula.

Além disso, circula entre senadores evangélicos, em grupos de WhatsApp, reportagens informando que a AGU, sob sua chefia, se manifestou favoravelmente à interrupção da gravidez até a 22ª semana. Messias já disse que é contra o aborto, mas a AGU cabe defender o que está na lei.